
Moradores do bairro São Pedro Dois, em Esmeraldas, denunciam falta d´água
O ano mudou, mas a realidade de falta de água continua a atingir moradores de diferentes cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A autônoma Sirlene Gonçalves se casou na última segunda-feira (29) e precisou usar água da piscina para tomar banho no dia da cerimônia. Ela mora no bairro São Pedro II, em Esmeraldas, onde falta água desde o Natal.
“Eu estava me arrumando para ir ao cartório, fui tomar banho e não tinha água. Tive que improvisar, entrar na piscina, molhar, sair, passar sabão e jogar água para enxaguar para poder ir. Esse foi meu dia de noiva, sem água”, contou.
Na casa do mecânico de refrigeração Rubens Nogueira da Fonseca, o Réveillon foi cancelado, e a água está sendo racionada para o banho. Desde segunda-feira, não cai uma gota da torneira.
“Virar o ano com a pia suja, cesto de roupa cheio, é terrível. Você pensa em receber o pessoal, mas não pode porque não tem água”, disse.
Pia cheia de louças sujas por causa da falta de água em Esmeraldas
TV Globo/ Reprodução
Os planos para a passagem de Ano Novo da secretária Priscila Monteiro também foram frustrados por causa da falta d’água.
“Estava com tudo comprado para cear na igreja com todo mundo, o combinado era cada um levar um prato. Eu comprei tudo e não pude participar porque não tive condições de fazer a ceia. Eu não tenho água nem para beber mais”, afirmou.
Moradores de Ribeirão das Neves e de Mateus Leme também passaram a virada de ano com as torneiras secas.
“Semana passada aconteceu a mesma coisa no Natal, eles cortam a água e deixam a gente três dias sem água nenhuma”, disse um morador de Mateus Leme.
Em nota, a Copasa afirmou que a falta de água em Esmeraldas foi provocada por uma falha técnica em um poço que atende a região.
Em Mateus Leme, a companhia disse que o sistema de abastecimento apresentou intermitências devido às altas temperaturas e que reforçou o atendimento com caminhões-pipa.
Já em Ribeirão das Neves, a falta de energia elétrica foi a responsável pelo desabastecimento, segundo a Copasa. No entanto, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) afirmou que não localizou a ocorrência na rede.
Copasa pede ‘consumo consciente’
Apesar da falta de água em diversos locais, a Copasa informou que “os municípios não correm risco de desabastecimento”, mas é importante que a população adote “medidas que evitem o desperdício de água”.
“Alguns municípios, incluindo a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), têm enfrentado intermitências em razão do aumento abrupto do consumo. Diante de ondas de calor e altas temperaturas, há uma tendência de elevação do consumo de água e isso pode gerar um desequilíbrio dos sistemas de abastecimento.
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