Para a consultoria econômica britância Oxford Economics, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda continua sendo o candidato mais provável a vencer as eleições presidenciais brasileiras, que acontecem no próximo domingo, 4, quando será realizado o primeiro turno da corrida.
Os números cada vez mais apertados nas pesquisas entre Lula e seu oponente mais próximo, o senador Flávio Bolsonaro, contudo, fizeram a consultoria afrouxar a projeção e partir para um cenário em que, com os dois atualmente empatados nas intenções de voto para o segundo turno, tudo pode acontecer.
“As pesquisas mais recentes mostram que os dois podem empatar no segundo turno, em 25 de outubro, fazendo da corrida presidencial um lançamento de moeda.” Quer dizer, no entendimento nos analistas, os dois candidatos têm a mesma probabilidade de ganhar, e o vencedor será decidido na sorte, como no jogo do cara ou caroa.
Diante do quadro de indefinição eleitoral, a Oxford Economics também atualizou o mapeamento dos desdobramentos econômicos para cada mandato. Caso Lula seja reeleito, a projeção é, de acordo com ela, de manutenção da estratégia atual: um ajuste fiscal gradual, pautado pela redução do ritmo de crescimento dos gastos primários e pelo aumento da arrecadação via tributos, priorizando a preservação dos ganhos no emprego e na renda real.
Flávio Bolsonaro, por outro lado, pode fazer um ajuste mais firme, levando a inflação para a meta de maneira mais rápida e também induzindo a uma taxa de câmbio menor. Por outro lado, um eventual governo do candidato do PL também reduziria o crescimento.
“Um ajuste feito com base em corte de gastos e a redução da máquina administrativa poderia melhorar a confiança do mercado e abrir mão para reverter uma parte dos aumentos recentes de impostos”, diz o relatório. “Entretanto, essa estratégia teria mais impactos sobre um consumo privado que já está enfraquecido, o que reduziria o crescimento do PIB no curto prazo e cria o risco de uma pequena recessão.”




