A Apple inicia a WWDC com suas ações perto do recorde histórico. A empresa está US$ 1,6 trilhão mais valiosa do que no ano passado.

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O evento marca a última conferência de desenvolvedores de Tim Cook como CEO. O foco central do mercado está na estratégia de inteligência artificial da marca.

Segundo a CNBC, analistas da MoffettNathanson apontam que a avaliação atual já precifica o sucesso da tecnologia. O papel é negociado a 36 vezes o lucro acumulado.

Desafio da Siri e novos parceiros

A principal novidade esperada é a reformulação completa da assistente Siri. O sistema deve operar como um chatbot capaz de executar tarefas entre aplicativos.

Relatórios indicam que a nova Siri funcionará parcialmente na Google Cloud. A infraestrutura utilizaria chips da Nvidia para acelerar o processamento de dados.

A Apple também fechou parcerias iniciais com Uber, Amazon e WhatsApp. O objetivo é garantir que desenvolvedores integrem suas plataformas ao sistema App Intents, que permite à Siri executar ações dentro dos aplicativos.

Pressão sobre o legado de Cook

Dan Newman, CEO do The Futurum Group, afirmou à CNBC que a IA é uma falha na gestão de Cook. Este é o momento decisivo antes da posse de John Ternus.

Diferente de rivais como Microsoft e Meta, a Apple evitou gastos bilionários em infraestrutura própria. A companhia aposta em processamento local e parcerias externas.

Dan Niles, fundador da Niles Investment Management, ponderou que a Apple está atrasada na corrida tecnológica. Ele relembrou o fracasso comercial do Vision Pro.

Impacto financeiro moderado

Estrategistas de mercado demonstram ceticismo quanto ao impacto das novidades nas ações. Stephanie Link, da Hightower, mantém alocação baixa nos papéis da fabricante.

A analista avalia que a Apple negocia a 34 vezes o lucro projetado. O crescimento estimado para a empresa é de apenas 10%.

Jim Lebenthal, sócio da Cerity Partners, não enxerga catalisadores imediatos no evento. O banco UBS também manteve as projeções para o iPhone inalteradas.


O teste real de mercado

O banco Goldman Sachs adotou postura mais otimista sobre a conferência. A instituição projeta que a nova Siri pode acelerar o ciclo de atualização dos aparelhos.

Para Gene Munster, da Deepwater Asset Management, a Apple precisa mostrar que compreende o rumo da tecnologia. Ele descarta ferramentas simples como recursos superficiais.

O teste definitivo de consumo ocorrerá em setembro com o novo portfólio. Cook encerra sua última conferência sob o desafio de tornar a Siri útil.



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