Aracaju, capital de Sergipe, tornou-se o palco dos Jogos Universitários Brasileiros de Futebol (JUBs Futebol), impulsionando o esporte feminino com uma iniciativa inovadora. A Arena Delas, um campo exclusivo para o futebol praticado por mulheres no Parque da Sementeira, foi um atrativo fundamental para a Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU) escolher a cidade como sede, um retorno após 16 anos.
A Importância da Arena Exclusiva e a Escolha da Sede
O diretor de Marketing e Comunicação da CBDU, Paulo Souza, destacou a estrutura dedicada ao futebol feminino como um diferencial decisivo. Essa infraestrutura, combinada com a disponibilidade de outros campos, otimizou os horários dos jogos e ampliou a visibilidade da modalidade, fatores cruciais para a candidatura bem-sucedida de Aracaju.
CBDU e a Busca pela Paridade de Gênero
Com 643 das 1.500 atletas universitárias inscritas nos JUBs deste ano, representando 43% do total, a CBDU tem uma política ativa de equidade de gênero. Paulo Souza detalhou que o incentivo é direcionado às universidades que inscrevem equipes femininas, com os custos de hospedagem das equipes masculinas atuando como contrapartida. Esta estratégia visa um crescimento exponencial da participação feminina em todas as modalidades do JUBs, com meta de alcançar a paridade.
Impacto e Inspiração para o Futebol Feminino
A atleta Rafaela Maciel, da UniFTC (Bahia), elogiou a iniciativa, descrevendo a Arena e a infraestrutura do parque como 'muito bonitas'. Ela manifestou a esperança de que tal criatividade possa ser replicada em outras cidades do país, servindo de inspiração para o desenvolvimento do futebol feminino.
Diana Santos, árbitra natural de Aracaju, que não teve a oportunidade de participar de um JUBs durante seus anos universitários, sublinhou o papel da competição como um estímulo vital. Ela percebe a competição como uma vitrine para atletas mostrarem seu valor e para a identificação de novos talentos e potenciais jogadoras profissionais.
Mesmo enfrentando preconceitos e insultos machistas em suas jornadas no futebol, Rafaela e Diana permanecem resilientes. Ambas seguem acreditando que é possível encontrar felicidade e construir uma vida profissional dentro dos campos, inspirando a próxima geração de mulheres no esporte.




