O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) encontrou nesta quarta-feira (12) o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, pela primeira vez em mais de um ano, depois da decisão de Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de liberar contato entre os dois.
O ministro derrubou na véspera as medidas cautelares contra Valdemar decretadas no âmbito da investigação sobre a trama golpista de 2022.
Valdemar e Bolsonaro se reuniram no partido e saíram para almoçar juntos.
Segundo o ex-presidente, a prioridade das conversas entre os dois a partir de agora será organizar as candidaturas nos estados e mobilizar a votação de projeto de lei que concede anistia aos presos pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Já há uma reunião marcada para a próxima segunda-feira para tratar sobre Senado, especificamente.
“O jogo começou a afunilar, com muitas candidaturas. Muita gente quer vir ao Senado, mas não tem vagas para todo mundo. Preciso conversar com Valdemar qual é o critério que a gente vai adotar. Em princípio, quem tem mandato estaria dentro, mas quem está queimado não vai disputar comigo sendo cabo eleitoral”, disse Bolsonaro no PL.
“Prioridades serão nominata para o ano que vem, Congresso, e PL da anistia, para nós, é prioridade”, afirmou depois, ao chegar na churrascaria para almoçar com o dirigente.
Valdemar, por sua vez, disse que agora os dois se falarão todos os dias.
“As bombas todas eu jogo na mão de Bolsonaro. Estava com muita [saudade]. Já dei um beijo nele hoje”, brincou.
O beijo ocorreu mais cedo, quando Valdemar foi ao gabinete de Bolsonaro, onde já se encontravam alguns parlamentares e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
As declarações foram dadas ao chegar na churrascaria para almoçar. O grupo ocupava duas mesas, com funcionários do partido e parlamentares, como o deputado Altineu Cortes (PL-RJ) e o senador Portinho (PL-RJ).
Michelle e o ex-ministro João Roma também participaram.
Em sua decisão, Moraes ressaltou que, embora Valdemar tenha sido indiciado pela Polícia Federal no caso da trama golpista de 2022, a PGR (Procuradoria-Geral da República) não o denunciou pelo episódio.
Por essa razão, diz o ministro, não estavam mais presentes os requisitos necessários à manutenção das medidas cautelares.
A decisão permitiu também que Valdemar recolhesse os bens apreendidos pela PF em sua casa, incluindo quase R$ 54 mil em dinheiro vivo, três relógios de luxo e dois iPhones.
O dirigente do PL também pôde ter de volta o seu passaporte, recuperando após 13 meses o direito de deixar o país.
Na solicitação formal pelo fim das medidas cautelares, feito nesta própria terça, o advogado Marcelo Bessa ressaltou o fato de o presidente do PL não ter sido denunciado pela PGR.
“Conquanto tenha inicialmente figurado como um dos investigados, o requerente foi acertadamente excluído da denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República, circunstância suficiente para fazer cessar toda e qualquer medida cautelar pessoal ou patrimonial decretada em seu desfavor”, disse a defesa.






















