Erros. “Fomos penalizados com os gols, dois erros individuais. Duas perdas de bola que não podem acontecer naquela zona. É um todo e fomos penalizados. Fizemos 20 minutos fantásticos, ficamos abaixo depois do 2 a 0 e tivemos uma alma grande no segundo tempo. Sabíamos que um gol nos metia no jogo. A equipe acreditou e lutou até o fim. Vai ser esta imagem que o Santos tem de ter: competitiva, lutadora e que vai sempre até o fim.”
Problema no elenco. “Não. A maior dificuldade do momento quanto ao elenco tem a ver com a composição do meio de campo. Surgiu o Bontempo, gostamos dele, mas é aí que temos mais dificuldades. Rincón, Pituca e Schmidt têm ocupado esta função. Atrás temos cinco zagueiros. Temos laterais-esquerdos, direitos. Não há desequilíbrio nesta situação e confiamos naquilo que é nossa estrutura defensiva. Temos de corrigir erros.”
Houve erro no planejamento? “Sabíamos como era o planejamento bem como era. O que ficou para trás, ficou. O que fizemos desde que chegamos, é o que é da minha responsabilidade. É o tempo e realidade que temos. É com esta realidade que trabalhamos e acreditamos.”
Estratégia montada. “Aquilo que tínhamos de estratégia era saber que o Corinthians tem uma grande capacidade de ganhar o jogo por dentro. Eles têm dificuldade em defender os passes por ali também. O que quisermos é ter uma numeração de três contra dois na defesa. Falhamos nos últimos 20 metros. Como o jogo não tinha alterado nada apesar do resultado. A equipe entendeu que deveria fazer o mesmo jogo dos primeiros 20 minutos no segundo tempo. Tínhamos de fazer alterações, voltamos à estrutura inicial e terminamos igual ao adversário.”
Ocasião específica. “Esta estrutura de hoje foi pensada para este jogo, em função do momento do adversário. O Corinthians tem bons números em casa. Uma equipe com esta confiança nos faz pensar e abordar melhor o jogo. Não vivíamos o nosso melhor momento. Tivemos de abordar desta maneira e penso que foi bom. Não tivemos a eficácia na última zona para ter outro resultado. O time reagiu bem e lutou até o fim pelo resultado possível. Estamos contentes pelo comportamento, luta e competição.”
O que falta para o estilo de jogo desejado? “A ideia está muito clara, não vamos abdicar dela. Temos muito claro que tem a ver com o ritmo. Hoje foi um jogo que gostei muito. Queremos essa agressividade, é a cultura do Santos, uma equipe que joga para frente, olhando para o gol do rival e vontade de jogar. Não temos muito tempo para treinar, não é uma desculpa qualquer, é a realidade. Eram quatro jogos em 12 dias e agora são três em nove.”


