O presidente do Barcelona, Joan Laporta, garantiu nesta quarta, 26, que o clube mantém o interesse em Julián Álvarez, confiando em chegar a um acordo com o Atlético de Madrid, que se recusa a vender o jogador argentino.

“É de conhecimento geral que o jogador quer vir para o Barça. Portanto, mantemos o nosso desejo e a nossa intenção, com todo o respeito ao Atlético de Madrid, de contratar o jogador”, afirmou Laporta em um vídeo divulgado pelo clube catalão.

“Mantemos a nossa proposta ao Atlético de Madrid e esperamos que haja um entendimento entre os dois clubes, entre todos nós”, acrescentou o presidente do time.

Segundo a imprensa local, o Barça teria oferecido cerca de 100 milhões de euros (cerca de R$ 601 milhões na cotação atual) por Julián Álvarez.

As declarações de Laporta surgem depois de, segundo a imprensa espanhola, o presidente ter afirmado em uma reunião com o técnico Hansi Flick e o diretor esportivo Deco que, na busca por um centroavante, a opção seria Julián ou ninguém.

“Acredito que o presidente (Joan Laporta) fez uma declaração clara ontem, e (o diretor esportivo) Deco e eu concordamos totalmente”, afirmou Flick nesta quarta-feira em entrevista coletiva, em aparente alusão a essa reunião.

“Gostaríamos de chegar a um entendimento com o Atlético”, acrescentou Laporta nesta quarta-feira, “para que, se venderem o jogador, seja o Barça quem possa adquirir os serviços de Julián Álvarez”.

Resposta do Atlético de Madrid

O clube de Madrid respondeu às declarações culés em comunicado enviado à imprensa espanhola: “O jogador está sendo retratado como vítima, mas as únicas vítimas no caso Julián somos nós. ”

“Eles nos prejudicaram tanto financeira quanto socialmente”, continua. “Há 0% de chance de vendê-lo para o Barça. Essa situação não é sobre dinheiro, é sobre dignidade. ”

“Uma campanha foi criada com muitas mentiras e meias-verdades. O único que paga o preço por isso é o Atlético”, finalizou o clube.

Na estreia do Atlético de Madrid na La Liga, no último domingo, 23, Álvarez saiu do banco de reservas. O jogador foi vaiado e xingado pelos torcedores do time no estádio Metropolitano. Ao final do jogo, que terminou empatado em 2 a 2 com o Villarreal, o argentino deixou o campo sozinho enquanto os seus companheiros aplaudiam a torcida, a pedido do clube.

“O clube decidiu que Julián não se aproximasse com seus companheiros para cumprimentar os torcedores. A decisão não foi de Julián Álvarez, foi do clube, que decidiu separá-lo e afastá-lo para que vá em direção ao vestiário”, explicou o técnico Diego Simeone depois da partida.

Nesta quarta, 26, o atleta não foi treinar sob a justificativa de que não estava se sentindo bem.

(Com AFP)

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