Um terremoto de magnitude 7 matou ao menos 16 pessoas e deixou outras 76 feridas no Tibete, na China, na noite de quinta-feira 22. O tremor atingiu uma área montanhosa e pouco povoada no norte do território, danificou centenas de casas e levou as autoridades a mobilizar equipes de resgate. Mais de 12 mil pessoas foram retiradas da região em segurança, segundo a agência de notícias estatal Xinhua.
O epicentro foi localizado na região de Nagqu, a cerca de 400 quilômetros de Lhasa, capital tibetana. O abalo ocorreu em uma área de altitude elevada e foi o mais forte a atingir a China desde janeiro de 2024, segundo a imprensa local. Durante uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira, 23, autoridades informaram que o número de mortos permanecia em 16, enquanto o de feridos havia chegado a 76.
Segundo a Xinhua, 339 casas desabaram ou sofreram danos. Imagens divulgadas pela mídia estatal mostram moradores deixando edifícios e buscando abrigo ao ar livre ou dentro de carros. Socorristas e policiais também foram filmados percorrendo imóveis danificados e escombros com lanternas durante a madrugada.
Operações de resgate
O presidente chinês, Xi Jinping, ordenou operações intensivas de busca e resgate e o atendimento aos feridos. Segundo a Xinhua, ele destacou as dificuldades impostas pela altitude elevada e pelas baixas temperaturas e pediu o envio imediato de equipes e equipamentos para socorrer a população.
Centenas de profissionais de emergência e policiais foram mobilizados. Mais de 300 agentes, incluindo policiais de trânsito e comunitários, foram enviados à região para prestar assistência e ajudar na retirada de moradores de áreas de risco, informou a polícia de Nagqu. Segundo a emissora estatal CCTV, mais de 1.600 pessoas foram mobilizadas no condado de Baqing para apoiar os trabalhos. As autoridades também enviaram barracas, moradias pré-fabricadas, geradores e lanternas.
Autoridades alertaram que casas com rachaduras ou estruturas inclinadas podem desabar durante as réplicas. De acordo com o Centro de Redes Sísmicas da China, 413 tremores secundários foram registrados. As comunicações e o fornecimento de energia estavam sendo restabelecidos gradualmente.
A região atingida é remota, tem acesso difícil e fica a centenas de quilômetros da capital tibetana, o que torna as operações de socorro mais complexas. As informações sobre a extensão dos danos têm sido divulgadas principalmente pelas autoridades chinesas e pela imprensa estatal.
Histórico de terremotos
A China tem um histórico de terremotos devastadores. Em janeiro de 2025, um tremor no condado de Tingri, também no Tibete, matou ao menos 126 pessoas. Em dezembro de 2023, outro abalo na província de Gansu, no noroeste do país, deixou pelo menos 148 mortos.
Em 2010, um terremoto de magnitude 7,1 atingiu Yushu, na vizinha província de Qinghai, matando ao menos 2.698 pessoas e deixando quase 300 desaparecidas. O terremoto de Sichuan, em 2008, foi ainda mais destrutivo: cerca de 90 mil pessoas morreram ou desapareceram.
Fonte: Abril


