
O senador Cleitinho (Republicanos) pediu nesta terça-feira (4) em convenção do Republicanos para ser candidato ao governo de Minas Gerais. Na ocasião, Cleitinho afirmou que não iria decepcionar o partido e que o Espírito Santo teria falado com ele para ser candidato.
“Pelo meu pai, pelo meu irmão, pela minha mãe, pelo professor, pela Polícia Militar, por todos os trabalhadores do Brasil, de Minas Gerais, por todos os caminhoneiros, por toda a enfermagem que existe, por todo o povo mineiro, eu quero ser candidato a governador e eu peço humildemente ao presidente me dê essa vaga”, exclamou Cleitinho.
“Eu não vou decepcionar o partido. Eu não vou decepcionar o senhor presidente. Eu vou aumentar essa bancada mineira dentro do partido. Quem que nunca foi e voltou? Quem que nunca teve equívoco? Quem que nunca errou que levante a mão, por favor?”, prosseguiu.
O presidente do partido, Marcos Pereira, contudo, declarou encerrada a fase deliberativa da convenção e disse que teria dado várias oportunidades para ele se decidir.
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“Concluída a apreciação da ordem do dia, eu declaro encerrada a fase deliberativa desta convenção”, afirmou Marcos Pereira.
“Essa convenção não é para deliberar sobre decisões do estado de Minas nem de nenhum outro estado da Federação”, emendou.
Marcos Pereira destacou o respeito que tem ao senador e relembrou problemas familiares pelos quais o senador passou nos últimos meses. Em seguida, afirmou que o Espírito Santo ainda não tinha falado com ele para Cleitinho ser governador.
Atritos dentro do partido
O pedido de Cleitinho ocorre poucos dias após uma crise pública entre o senador e a direção nacional do Republicanos.
Em 29 de julho, o blog do Valdo Cruz informou que o presidente nacional do Republicanos havia confirmado que o senador Cleitinho não disputaria o governo de Minas Gerais.
Na ocasião, o partido alegou que a ausência do senador na convenção estadual inviabilizou sua candidatura e afirmou que ele não havia assumido de forma definitiva o projeto eleitoral.
Na nota divulgada pelo Republicanos, a legenda afirmou que trabalhou para viabilizar a candidatura, mas que faltou uma definição inequívoca do próprio senador.
O partido também disse que a ausência de Cleitinho na convenção estadual de 25 de julho produziu “consequências inevitáveis”. Cleitinho reagiu e disse que seria candidato
No mesmo dia, a assessoria de Cleitinho contrariou o anúncio do partido e informou ao g1 que o senador seria candidato ao governo de Minas. Posteriormente, em uma coletiva em Divinópolis, ele confirmou a intenção de disputar a eleição.
Na ocasião, houve um choque público entre o posicionamento de Marcos Pereira e o de Cleitinho, que insistia na candidatura mesmo após o Republicanos anunciar apoio ao ex-secretário Marcelo Aro (PP).
Cleitinho (Republicanos-MG)
Agência Senado/Reprodução
– Esta reportagem está em atualização



