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O Gravity-1 voltou ao espaço em mais uma missão bem-sucedida. Considerado o foguete de combustível sólido mais potente do mundo, ele colocou nove satélites em órbita após decolar de uma plataforma marítima.
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O lançamento reforça os planos da chinesa Orienspace, que já prepara veículos ainda maiores para os próximos anos.

Mais uma missão concluída sem falhas
A decolagem aconteceu na manhã de 22 de julho (noite de 21 de julho no Brasil), a partir de um navio posicionado na costa de Xangai.
A agência estatal Xinhua informou que os nove satélites chegaram às órbitas previstas. Não foram divulgados detalhes sobre as cargas transportadas.
Mesmo com cerca de 30 metros de altura, o Gravity-1 se destaca pela capacidade de levar grandes cargas ao espaço utilizando apenas motores de combustível sólido.
Entre as principais características do foguete estão:
- Cerca de 30 metros de altura;
- Três estágios principais e quatro propulsores laterais;
- Capacidade para transportar até 6.500 kg à órbita baixa da Terra;
- Três missões realizadas, todas concluídas com sucesso.
Um projeto que chama atenção
O Gravity-1 ocupa atualmente a posição de foguete de combustível sólido mais poderoso em operação. Sua capacidade chega a 6.500 quilos para a órbita baixa da Terra.
Embora transporte menos carga que o Falcon 9, da SpaceX, o veículo chinês conquistou espaço justamente por combinar alta capacidade com uma configuração totalmente baseada em combustíveis sólidos, que garante maior potência, custos baixos e segurança para o voo.
Outro detalhe chama atenção: desde o primeiro voo, em janeiro de 2024, todas as missões partiram de navios no mar e terminaram conforme o planejado.
Próximos voos já estão no horizonte
Segundo a CGTN, o Gravity-1 deverá voltar ao espaço nos próximos meses para lançar um novo grupo de satélites chineses de internet.
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Enquanto isso, a Orienspace trabalha nos foguetes Gravity-2 e Gravity-3, que usarão estágios principais movidos a combustível líquido e propulsores sólidos.
“O lançamento marítimo de foguetes de combustível sólido abre caminho para futuros lançamentos de foguetes líquidos no mar”, afirmou Xu Guoguang, projetista-chefe do Gravity-1.
Ele acrescentou que a empresa avalia outras possibilidades para esse tipo de operação. “Também estamos considerando outros métodos, como lançamentos a partir de plataformas de perfuração.”
Se o planejamento for mantido, o Gravity-2 poderá estrear até o fim deste ano, também em uma missão realizada no mar.
Valdir Antonelli
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.
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