Alejandro García, diretor-geral adjunto do Ministério das Relações Exteriores de Cuba para os Estados Unidos, confirmou um recente encontro em Havana entre delegações de Cuba e dos EUA. A principal pauta da representação cubana foi a exigência pela suspensão do embargo energético imposto à ilha.
Detalhes do Encontro e Reivindicações Cubanas
A sessão de trabalho contou com secretários-adjuntos do Departamento de Estado americano e vice-ministros das Relações Exteriores de Cuba. García descreveu a conversa como respeitosa e profissional, destacando que não houve imposição de prazos ou declarações coercitivas, diferentemente do que foi veiculado pela mídia americana. Tais reuniões são conduzidas com discrição devido à sensibilidade dos temas bilaterais abordados.
A delegação cubana reiterou que a eliminação do bloqueio energético é uma prioridade máxima. Eles consideram essa medida um ato de coerção econômica e uma punição injustificada a toda a população cubana, além de uma forma de chantagem global contra Estados soberanos que buscam exportar combustível para Cuba, em consonância com os princípios do livre comércio.
O Cenário do Bloqueio Econômico Americano
O bloqueio de longa data contra Cuba foi intensificado em janeiro de 2020, quando o então presidente dos EUA, Donald Trump, declarou estado de emergência nacional, classificando a ilha como uma ameaça extraordinária à segurança americana. Essa medida confere a Washington a capacidade de sancionar países que tentam fornecer petróleo a Cuba, direta ou indiretamente, resultando em escassez de combustível que afeta diretamente o cotidiano da população cubana.
Perspectivas para o Diálogo Bilateral
Apesar das tensões, o governo cubano reitera sua disposição em dialogar com as autoridades dos Estados Unidos. A condição para essas trocas é que sejam conduzidas com base no respeito mútuo e na não interferência nos assuntos internos de cada nação.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou em entrevistas que é possível dialogar com os Estados Unidos para alcançar acordos em áreas como ciência, migração, combate ao narcotráfico, meio ambiente, comércio, educação, cultura e esportes. Ele enfatizou que o diálogo deve sempre ocorrer em termos de igualdade, com pleno respeito à soberania, ao sistema político, à autodeterminação e ao direito internacional, sem pressões ou tentativas de intervenção dos EUA.






















