O presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, Paulo Azi (União-BA), diz que a prisão da deputada Carla Zambelli (PL-SP) não altera seu cronograma de votar a cassação dela até o mês de setembro.
“Meu desejo é votar quanto antes, independentemente dessa questão da prisão, não ficar com essa coisa pendente. E tendo o cuidado para não açodar muito e ser questionado por não ter dado amplo direito de defesa à deputada”.
O processo de cassação se deve à condenação que Zambelli sofreu no STF por ter ajudado o hacker Walter Delgatti a invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça.
A perda de mandato tem de ser avalizada pelo plenário da Câmara, passando antes pela CCJ. No mês passado, Azi designou o deputado Diego Garcia (Republicanos-PR) como relator.
Zambeli apresentou uma lista de testemunhas, incluindo o próprio Delgatti. Na volta do recesso parlamentar, na semana que vem, Garcia deve apresentar a Azi um plano de trabalho.
Se as testemunhas forem indeferidas, é possível concluir o processo já em agosto, diz o presidente da comissão. Caso contrário, o cronograma pode atrasar mais um mês.
A própria Zambelli terá de ser ouvida, o que pode ser feito de maneira remota.
Uma avaliação corrente na CCJ é que, antes da prisão, havia maioria para aprovar sua cassação. Isso poderá mudar, no entanto, caso a Justiça italiana negue a extradição apontando que ela sofreu perseguição política no Brasil.
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