O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou alta de 0,88% em março. Este valor supera em 0,18 ponto percentual o de fevereiro (0,70%), com os grupos de transportes e alimentação e bebidas respondendo por 76% do resultado do mês. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (10).
Panorama da Inflação Acumulada
No acumulado do ano, o IPCA marca um avanço de 1,92%. Nos últimos 12 meses, a inflação oficial atingiu 4,14%, superando os 3,81% registrados no período imediatamente anterior. Em março do ano passado, o índice havia sido de 0,56%.
Paralelamente, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou 0,91% em março, um aumento de 0,35 p.p. em relação a fevereiro (0,56%). No acumulado anual, o INPC soma 1,87%, e nos 12 meses, 3,77%, valor superior aos 3,36% dos 12 meses anteriores. Em março do ano anterior, o INPC havia fechado em 0,51%.
Principais Impulsionadores dos Preços
Aumento nos Transportes
O grupo de transportes apresentou a elevação mais significativa em março, com 1,64%. A gasolina, com aumento de 4,59%, foi o item de maior impacto, contribuindo com 0,23 p.p. para a inflação mensal. Passagens aéreas (6,08%) e diesel (13,90%) também exerceram pressão, embora com menor influência no índice geral.
Pressão em Alimentação e Bebidas
O grupo de alimentação e bebidas subiu 1,56%. Dentre os itens, o leite longa vida (11,74%) e o tomate (20,31%) destacaram-se como as maiores altas, com impactos respectivos de 0,07 p.p. e 0,05 p.p. sobre o IPCA de março. Juntos, os cinco subitens de maior peso de transportes e alimentação representaram 0,43 ponto percentual do IPCA do mês.
Análise Setorial e Perspectivas Econômicas
Todos os nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA registraram elevações em março. Além dos grupos de transportes e alimentação e bebidas, as variações dos demais setores oscilaram entre 0,02% (educação) e 0,65% (despesas pessoais).
Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, as incertezas no cenário internacional já repercutem em alguns subitens, especialmente nos combustíveis. No segmento de alimentação em casa, a aceleração dos preços, com alta de 1,94%, foi a maior desde abril de 2022 (2,59%), resultado da combinação de redução de oferta de produtos e encarecimento do frete devido aos combustíveis mais caros.
O IPCA monitora a variação do custo de vida para famílias com renda mensal entre 1 e 40 salários mínimos.




