O ingresso no ensino superior brasileiro registrou um crescimento notável entre 2023 e 2024, alcançando 10,23 milhões de matrículas. Este contingente representa um aumento de 2,5%, superando a população de estados como Pernambuco e a taxa de crescimento populacional na maioria do país.
Os dados foram divulgados na 16ª edição do Mapa do Ensino Superior, produzido pelo Instituto Semesp, braço do Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior do Estado de São Paulo. A análise reforça uma tendência de expansão da educação de nível superior no período pós-pandemia.
A Transformação com o Ensino a Distância (EAD)
Pela primeira vez na história, o estudo aponta que o número de matrículas na modalidade a distância (EAD) superou o ensino presencial, representando 50,7% do total. Embora o crescimento do EAD tenha desacelerado em comparação com os anos da pandemia (5,6% no período), sua predominância redefine o acesso à educação superior.
O Papel das Instituições Privadas e a Evasão Estudantil
A maioria dos estudantes, oito em cada dez, opta por faculdades ou centros universitários privados para cursar o ensino superior. Contudo, o setor enfrenta um desafio significativo: a alta evasão. Um quarto dos alunos em instituições públicas e dois em cada cinco em instituições privadas abandonam seus cursos, indicando a necessidade de estratégias de retenção.
Áreas de Maior Demanda por Cursos Superiores
Na modalidade EAD da rede privada, Pedagogia, Enfermagem e Administração são os cursos mais procurados. Já na rede pública EAD, Educação Física, Matemática e Letras lideram, todos na formação de professores (licenciatura). Para o ensino presencial, Direito, Enfermagem e Psicologia destacam-se na rede privada, enquanto Pedagogia, História e Letras (licenciatura) são os mais buscados na rede pública.


