Os Estados Unidos impuseram novas sanções econômicas a Cuba, visando estrategicamente setores de mineração e turismo, além de importantes figuras do governo, incluindo o presidente Miguel Díaz-Canel. Essas medidas se somam a centenas de outras com o objetivo declarado de estrangular economicamente a ilha e forçar uma mudança de regime em Havana.

Novas Medidas e Alvos Específicos

Na recente atualização da lista de entidades sancionadas, o Departamento do Tesouro dos EUA incluiu a Amistur Cuba, empresa de turismo, e a Minera la Victoria, uma joint venture de mineração de ouro cubana formada pela Geominera e a australiana Antilles Gold.

Além das empresas, a ação norte-americana atingiu o presidente Miguel Díaz-Canel, sua esposa Lis Cuesta Peraza e seu filho Manuel Anido Custa. Parentes do ex-presidente Raúl Castro, Alejandro Castro Espin e Raul Alejandro Castro Calis, também foram incluídos na lista de indivíduos sancionados.

Outras entidades governamentais e civis cubanas foram alvo, como o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias, o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) e os Comitês para Defesa da Revolução (CDR).

Declarações Oficiais dos EUA

O então presidente Donald Trump já havia manifestado a intenção de “cuidar de Cuba” após o Irã, enquanto o secretário de Estado Marco Rubio alertou que bancos e empresas estrangeiras que prestarem serviços a essas entidades correm risco de sanções, afirmando que a administração não toleraria regimes marxistas radicais. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) dos EUA proibiu todas as transações e negociações envolvendo bens ou interesses de pessoas e entidades designadas, aplicável a indivíduos ou empresas nos EUA ou em trânsito.

A Reação de Havana

Em resposta às sanções, o presidente Miguel Díaz-Canel classificou as declarações de Trump como uma ameaça e criticou as medidas unilaterais que, segundo ele, prejudicam o povo cubano. Ele enfatizou a determinação de Cuba em resistir ao ataque imperial.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, condenou a inclusão de pessoas e entidades em uma “lista ilegítima”, interpretando-a como um plano de intervenção. Ele também desmentiu Marco Rubio sobre o bloqueio de petróleo, citando a Ordem Executiva 14380, de 29 de janeiro de 2026, que autoriza a imposição de tarifas punitivas contra fornecedores de petróleo à ilha.

O Contexto do Bloqueio Econômico

O bloqueio econômico imposto a Cuba, que se estende por quase 70 anos, foi intensificado no final de 2025 pela Casa Branca, com restrições navais à Venezuela. Em janeiro de 2026, ameaças de sanções a quem vendesse petróleo a Cuba resultaram em três meses sem recebimento de combustível pelo país.

Essas medidas agravaram significativamente a situação na ilha, causando aumento de apagões, elevação dos preços de produtos básicos, redução do transporte público e da oferta de cestas básicas subsidiadas. Moradores de Havana descrevem este como o pior momento do país.

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