
‘Natal country’: Festa do Peão de Barretos movimenta comércio na cidade
A menos de um mês da 71ª edição da Festa do Peão de Barretos, comerciantes da cidade se preparam para o aumento no movimento e nas vendas. A expectativa é de que o faturamento cresça até 100% durante a temporada.
Dona de uma loja de artigos country, a empresária Flávia Romualdo afirma que a época é uma das mais importantes para o comércio local. Entre os lojistas, segundo ela, o período chega a ser chamado de “Natal country”, por causa do volume de vendas.
“A Festa do Peão de Barretos é muito importante para o comércio. Não só para a minha loja, mas para o comércio em geral. É a maior festa de peão da América Latina. Então, a gente costuma dizer que é o Natal country”, diz.
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Segundo Flávia, a procura por botas, roupas e acessórios começa a crescer em julho e segue até o fim da festa. Para atender à demanda, a loja amplia o horário de funcionamento.
“O horário comercial normal aqui é das 9h às 18h. Mas, com a festa chegando, a gente procura atender até as 20h”, afirma.
Loja de artigos country em Barretos (SP)
Reprodução/EPTV
Clientes de todo o Brasil
A empresária conta que recebe pedidos de clientes de diferentes estados, como Mato Grosso, São Paulo e Goiás. A demanda também motivou a criação de uma loja virtual.
“Eu vendo para o Brasil inteiro, tenho a minha loja online também. Já tenho uma clientela formada no Mato Grosso, em São Paulo, Goiás. É do Brasil inteiro”, diz.
De acordo com Flávia, parte dos consumidores escolhe e reserva as peças com antecedência para retirar os produtos quando chega a Barretos.
“Eu tenho muitos clientes que já fazem isso. Já escolhem o look, a bota, deixam reservado. Só chegam aqui na festa para pegar a peça.”
Cliente escolhendo roupas na loja em Barretos (SP)
Reprodução/EPTV
Injeção financeira e novos empregos
Em outra loja da cidade, especializada na fabricação de bonés, são produzidas cerca de 2 mil unidades por dia durante a Festa do Peão de Barretos.
Para atender ao aumento da demanda, a empresa reforça a equipe com contratações temporárias. A assistente financeira Michelle Nagatomo afirma que entre cinco e 20 profissionais são admitidos no período.
“Como a gente trabalha 24 horas por dia, faz contratações extras para ajudar nessa demanda. No começo, são cinco, mas, até o final, mais ou menos 20 pessoas são contratadas para ajudar a gente”, afirma.
Mulher costurando um boné em uma fábrica de Barretos (SP)
Reprodução/EPTV
Segundo Michelle, o período representa uma movimentação financeira importante para a empresa e para os funcionários.
“Toda essa movimentação é uma injeção financeira para a empresa e, para nós, como funcionários, também é uma injeção, porque a gente ganha mais nessa época. É um Natal, quase um 13º adiantado”, diz.
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