Caso eleito, o senador Flávio Bolsonaro afirma que “não haverá cortes nas aposentadorias” e também que vai manter os aumentos do salário mínimo acima da inflação – benefício que foi congelado durante os governos de Michel Temer e de seu pai, Jair Bolsonaro, e depois retomado pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O candidato também afima que não pretende alterar a maneira como são reajustados os orçamentos da saúde da educação. Tratam-se de duas das maiores despesas do orçamento e que, atualmente, têm regras próprias de correção que fazem com que cresçam mais rápido do que outros gastos. As informações foram passadas a VEJA, em nota, pela equipe de campanha de Flávio.

“Como já foi afirmado reiteradamente, não haverá corte em benefícios sociais ou nas aposentadorias dos brasileiros, e  salário mínimo será reajustado acima da inflação para repor as perdas ocasionadas pelo caos econômico do governo Lula”, diz a nota.  “Não há nenhuma proposta de retirar os pisos constitucionais de saúde e educação. Flávio não fará economia em cima dos que mais precisam” (veja a nota completa ao fim).

Com a negativa sobre as mudanças na saúde e na educação, Flávio deixa de lado uma das principais reformas defendidas há anos por economistas de especialistas em contas públicas como essenciais para tirar as contas públicas do vermelho e impedir que a dívida pública siga crescendo indefinidamente como está hoje.

A promessa feita durante a campanha por Flávio e pela economista que chefia o seu time econômico, Daniella Marques, é de promover cortes de 200 bilhões de reais no orçamento. A maneira como isso será feito, contudo, ainda não foi detalhado. Conforme informou a campanha à reportagem, o ajuste será feito “com corte de privilégios e penduricalhos, racionalização de gastos ineficientes e redução de impostos”.

Veja a nota completa:

A orientação econômica de Flávio Bolsonaro está expressa de forma objetiva em seu plano de governo e nas manifestações públicas feitas ao longo da campanha pelo próprio candidato à Presidência e também os representantes de sua equipe, Rogério Marinho, Daniella Marques e Adolfo Sachsida.

Como já foi afirmado reiteradamente, não haverá corte em benefícios sociais ou nas aposentadorias dos brasileiros. O salário mínimo será reajustado acima da inflação para repor as perdas ocasionadas pelo caos econômico do governo Lula.

Não há nenhuma proposta de retirar os pisos constitucionais de saúde e educação. Flávio não fará economia em cima dos que mais precisam. O ajuste fiscal será feito pelo lado da despesa, com corte de privilégios e penduricalhos, racionalização de gastos ineficientes e redução de impostos.

Ao contrário de Lula, que aumenta impostos, amplia gastos e deixa a dívida pública crescer. Flávio Bolsonaro fará um ajuste responsável, com eficiência e controle dos gastos públicos, para recolocar o Brasil no caminho da prosperidade.  Não se corrige o desequilíbrio fiscal cobrando cada vez mais de quem trabalha, produz e gera empregos.

(Em atualização)

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