Para garantir maioria para o deputado Odair Cunha (PT-MG) na disputa por um vaga no TCU (Tribunal de Contas da União), o governo Lula tem incentivado que mais candidatos se lancem.
Partidos da oposição e do centrão, como o PL, PSD e União Brasil já declararam que não votam no petista, apesar de um acordo firmado com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), no final de 2024. E decidiram lançar candidatos próprios
Estão no páreo Hugo Leal (PSD-RJ), Danilo Forte (União Brasil-CE) e Elmar Nascimento (União Brasil-BA) —este, com menos apoio. Apesar da disputa acirrada, governistas veem na fragmentação uma oportunidade de garantir votos, uma vez que não há segundo turno.
A disputa é pela vaga do ministro Aroldo Cedraz, que se aposenta compulsoriamente no final de fevereiro. A votação deve ocorrer na próxima semana.
A preferência por Odair é por causa de um acordo costurado entre o presidente da Câmara e a base governista. O governo apoiou a candidatura de Motta à presidência e, em troca, pediu a garantia de votos para o petista quando a vaga surgisse.
O grupo que fez o acordo, o que inclui outros partidos de esquerda e até do centro, como o PP (Partido Progressista), que tem 301 votos. O problema é que o voto é secreto e os deputados já contam com traições.
Mas também não descartam defecções do outro lado. Mesmo assim, um governista disse, sob reserva, que sempre quem está frente tem mais a perder.
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