A paralisação dos rodoviários do município do Rio de Janeiro atinge seu segundo dia, gerando um cenário de caos na cidade. Muitos usuários enfrentaram esperas superiores a uma hora nos terminais, o que levou muitos a buscar alternativas como trens urbanos, metrô ou transporte por aplicativo, este último frequentemente operando com tarifas dinâmicas mais elevadas.
Audiência de Conciliação e Mobilização Sindical
Uma audiência de mediação do dissídio coletivo para tentar encerrar a greve está agendada para as 11h, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). O Sindicato dos Rodoviários já convocou a categoria para uma assembleia, que ocorrerá em frente ao tribunal, meia hora após o término da audiência. O presidente da entidade, Sebastião José, manifestou a expectativa de alcançar um acordo com os patrões.
Determinação Judicial e Incidentes de Vandalismo
O TRT julgou a greve como legal, porém determinou a operação mínima de 50% dos coletivos, sob pena de multa diária de R$ 50 mil aos sindicatos em caso de descumprimento. O Rio Ônibus, sindicato patronal, informou sobre atos de vandalismo. Paulo Valente, diretor de Comunicação do sindicato, relatou que pelo menos quarenta ônibus foram depredados durante a madrugada, ao sair das garagens.
Cenário da Frota em Circulação
De acordo com a determinação da Justiça do Trabalho, 1.800 coletivos (50% da frota total) deveriam estar em circulação. Contudo, Paulo Valente esclareceu que, na manhã desta terça-feira, apenas 870 ônibus conseguiram sair das garagens para os terminais.
Alternativas para o Deslocamento Urbano
Para mitigar os transtornos causados pela greve, o prefeito Eduardo Cavaliere informou que os serviços de trens urbanos, barcas e a concessionária Metrô Rio implementaram um esquema especial, visando atender parte dos usuários do transporte público afetados.



