O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou no dia 4 passado que teria uma conversa virtual com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent. Com o gosto do governo brasileiro pelos holofotes, adiantou até sua agenda:

“O Brasil pode participar mais do comércio bilateral e, sobretudo, de investimentos estratégicos. Temos minerais críticos e terras raras, os EUA não são ricos nesses minerais. Podemos fazer acordos de cooperação para produzir baterias mais eficientes.”

Qualquer aluno do Instituto Rio Branco poderia aconselhá-lo a não anunciar concessões antes de conversar.

A reunião virtual com Bessent estava marcada para quarta-feira e Haddad tinha recebido o link para o encontro. Na segunda-feira o secretário do Tesouro desmarcou a entrevista sem maiores explicações e sem marcar nova data.

Haddad atribuiu a desfeita à atividade da milícia bolsonarista acampada em Washington. É possível que seja assim, mas o estilo mercurial de Trump prevalece sobre os milicianos brasileiros. Se Haddad tivesse esperado o dia da conversa em silêncio, teria escapado do constrangimento.


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