O programa de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo vai propor mudanças na fiscalização e nas obrigações impostas à Sabesp, mas sem defender a reestatização da empresa.
A privatização da estatal de água e saneamento, ocorrida em 2024, é considerada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) um dos grandes trunfos de sua gestão. Já o PT avalia que o tema pode ser explorado na campanha, com a menção a aumentos de tarifa e falhas no abastecimento.
“É preciso reforçar a regulação e estabelecer regras mais duras para o cumprimento de metas, cronograma de investimentos e política tarifária. O atual governo tem deixado a empresa atuar de maneira muito solta”, diz o deputado estadual Emídio de Souza (PT), que foi nomeado por Haddad coordenador de seu programa de governo nesta segunda-feira (23).
Já a reestatização, diz Emídio, envolveria um esforço institucional muito grande, demandaria tempo e o risco de uma batalha política e jurídica. “Não discutimos esse ponto ainda a fundo, mas minha impressão pessoal é que a reestatização não é o melhor caminho”, afirma.
Petistas citam também uma questão maior envolvendo a imagem do partido, que poderia ser acusado por adversários de inimigo da iniciativa privada caso encampasse a bandeira de reverter a venda da estatal.
Após a indicação de Emídio, a comissão de programa de governo começará a ser formada, com a previsão de divulgação de um documento mais perto do início oficial da campanha, em agosto.
“Já temos muita coisa acumulada da campanha anterior [2022], mas a diferença agora é que existe um governo que ficou quatro anos no cargo para ser avaliado”, diz o petista.
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