O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país poderá apresentar um crescimento entre 0,8% e 1% no primeiro trimestre deste ano.
Haddad explicou que a economia brasileira demonstra capacidade de atingir tal patamar, atribuindo isso aos mecanismos de mudanças no crédito e às ações governamentais para manter a demanda efetiva, o que tem contribuído para a manutenção do aquecimento econômico.
Projeções Anuais e Cenário Fiscal
Durante entrevista concedida ao programa 20 Minutos do Opera Mundi, o ministro preferiu não apresentar uma estimativa de crescimento para o ano, justificando que a previsão depende diretamente da taxa de juros.
Ele manifestou confiança no trabalho de saneamento das contas, afirmando não estar preocupado com as metas fiscais. Haddad acredita que o crescimento será sustentado pela condução econômica e pelas reformas implementadas, destacando a reforma tributária, que entra em vigor no próximo ano, como um impulso ainda maior para o PIB.
Na mesma entrevista, o ministro reiterou a importância do arcabouço fiscal e refutou a ideia de que o governo tenha "apertado demais a conta".
Ele contextualizou a situação explicando que a recomposição da base tributária – que representa uma perda de 3% do PIB – é um desafio no Congresso Nacional, onde a aprovação para reduzir a carga tributária é rápida, mas a negociação para recompor ou cortar privilégios, como a desoneração da folha, demanda semanas de esforço.
Futuro Político e Saída do Ministério
Haddad também confirmou sua intenção de deixar o Ministério da Fazenda na próxima semana e de se candidatar nas próximas eleições, sem, contudo, especificar o cargo pretendido.
Ele revelou que sua intenção inicial era apoiar a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas reavaliou essa decisão.
O ministro esclareceu que buscava mais liberdade, fora do Ministério, para elaborar um plano de desenvolvimento para o país. No entanto, o cenário se complicou nos últimos três meses, com o ministro descrevendo-o como "menos azul" do que imaginava no final do ano passado, o que reforçou sua decisão de sair.


