Na iminente final da Copa do Mundo, a atenção se volta naturalmente para astros como Lionel Messi, pela Argentina, e Lamine Yamal, pela Espanha. No entanto, o sucesso de ambas as seleções na grande decisão, marcada para este domingo às 16h (horário de Brasília) em Nova Jersey, não reside apenas nos seus protagonistas mais visíveis. Existem jogadores fundamentais cujas contribuições, embora discretas, foram decisivas para que suas equipes chegassem a esta etapa.
Estes "heróis invisíveis" podem não dominar as manchetes ou as fotos de comemoração, mas sua ausência provavelmente teria impedido a chegada de suas respectivas seleções à final. Apesar da inegável importância de Messi, que participou de 12 dos 19 gols da Albiceleste (oito gols e quatro assistências), o desempenho coletivo é impulsionado por pilares em diversas áreas do campo.
Argentina: Pilares Além do Camisa 10
Um exemplo claro é Cristian Romero. Enquanto Messi decide no ataque, Romero tem sido uma peça defensiva crucial. Pelo sistema de avaliação Power Ranking da FIFA, que coleta dados de desempenho dos jogadores, Romero se destaca com a sexta melhor nota geral (7.34) entre todos os participantes da Copa.
Sua performance defensiva foi exemplar nas semifinais contra a Inglaterra, onde obteve a melhor avaliação (7.79) entre todos os zagueiros. Além disso, Romero também contribuiu ofensivamente, marcando o gol que iniciou a virada argentina contra o Egito nas oitavas de final, após cruzamento de Messi, em uma partida que a Argentina perdia por 2 a 0 e venceu por 3 a 2.
A Versatilidade de Lisandro Martínez
Ao lado de Romero na zaga, Lisandro Martínez é outro elemento vital. Apesar da estatura (1,75 metro) incomum para sua posição, sua liderança e senso de posicionamento são qualidades que justificam a confiança do técnico Lionel Scaloni. Lisandro também é peça chave na transição ofensiva, demonstrando qualidade em bolas longas.
Foi de um lançamento preciso de Lisandro que Messi abriu o placar contra Cabo Verde nos 16 avos de final. No mesmo jogo, em Miami, o zagueiro marcou um gol após cobrança de escanteio de Messi, com a colaboração de Alexis Mac Allister.
Alexis Mac Allister: O Elemento Surpresa
Alexis Mac Allister, que também não se destaca pela estatura (1,76 metro), tem surpreendido, especialmente no jogo aéreo. Ele se firmou como um elemento surpresa da Argentina. Seu primeiro gol na vitória por 3 a 1 sobre a Suíça nas quartas de final, em Kansas City, foi de cabeça. Nas semifinais contra a Inglaterra, ele acertou a trave duas vezes, uma delas em um cabeceio entre dois zagueiros mais altos.
Espanha: Solidez e Decisão nos Momentos Chave
Se a Argentina conta com jogadores cruciais em diversas frentes, a Espanha tem na solidez defensiva um de seus maiores trunfos, tendo sofrido apenas um gol na Copa. A já conhecida eficácia da trinca defensiva composta por Aymeric Laporte, Pau Cubarsi e Marc Cucurella foi complementada por uma surpresa na lateral direita.
Pedro Porro: Força na Defesa e Ataque
A ausência do experiente Dani Carvajal na lateral direita, devido a lesões, levantou dúvidas que Pedro Porro se encarregou de dissipar. Ele possui o segundo melhor desempenho defensivo da Copa (7.69) no Power Ranking da FIFA, atrás apenas de seu companheiro de seleção, o volante Rodri (8.03). Suas tramas com Yamal pela direita resultaram em dois gols para o lateral, incluindo o que garantiu a vitória por 2 a 0 sobre a França nas semifinais, em Dallas.
Mikel Merino: O Talismã da Reserva
Gols decisivos têm sido a especialidade de Mikel Merino neste Mundial. Saindo do banco de reservas, ele marcou dois gols fundamentais que selaram as vitórias por 1 a 0 sobre Portugal, garantindo importantes pontos para a Espanha ao longo da competição.


