O Ibovespa teve desvalorização de 0,75% nesta sexta-feira, 30, recuando para os 167,9 mil pontos. Em outubro, a baixa acumulada foi de 9,41%. Após renovar máximas históricas no início do mês, a bolsa de valores brasileira recuou para o menor nível desde agosto. O movimento refletiu, principalmente, a revisão das expectativas dos agentes econômicos para a próxima administração federal, segundo especialistas.
Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos operaram majoritariamente no negativo. O Santander (SANB11) liderou as perdas, com baixa de 2,84%, seguido pelo Itaú (ITUB4), que recuou 2,15%. O Bradesco (BBDC4) caiu 2,12%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) nadou na direção contrária e teve leve valorização de 0,06%.
No cenário internacional, “apesar da manutenção das taxas de juros nos Estados Unidos, na zona do euro e no Japão, os bancos centrais reforçaram preocupações com os impactos da guerra no Oriente Médio e seus potenciais efeitos inflacionários”, explica Rafael Pastorello, portfólio manager do banco Sofisa. “Ao mesmo tempo, a temporada de resultados das big techs trouxe sinais de desaceleração do crescimento, reduzindo o apetite por risco e impactando negativamente as bolsas globais.”
O dólar, por sua vez, encerrou em alta e ficou cotado a 5,44 reais, o maior valor desde dezembro do ano anterior. Somado ao ambiente político no Brasil, o mercado monitora a manutenção das taxas de juros nos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed), que continua entre 3,75% e 4% ao ano, fator que fortalece a moeda americana e reduz o apetite global por ativos de risco.
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Fonte: Abril

