O Ibovespa Futuro opera em alta nas primeiras negociações desta segunda-feira (11), em meio a um cenário externo mais cauteloso que limita o apetite por risco. Investidores acompanham o aumento das tensões no Oriente Médio diante do temor de que as negociações entre Estados Unidos e Irã estejam em impasse, elevando preocupações sobre possíveis impactos no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Às 9h02 (horário de Brasília), o contrato para junho caía 0,41%, a 186.415 pontos.
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Mais cedo a Telefônica Brasil (VIVT3) informou lucro líquido de R$1,26 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 19,2% sobre o desempenho do mesmo período um ano antes mas abaixo das expectativas do mercado.
Já o BTG Pactual (BPAC11) anunciou lucro líquido ajustado para o primeiro trimestre de R$4,81 bilhões, crescimento de 42% sobre o mesmo período do ano passado.
No final do dia ainda serão divulgados os balanços de Direcional (DIRR3), Energisa (ENGI11), Hapvida (HAPV3), Itausa (ITSA4), MRV (MRVE3), Natura (NATU3) e Petrobras (PETR4).
Em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem duas reuniões, pela manhã e à tarde, com diversos ministros, incluindo da Fazenda, Dario Durigan; de Minas e Energia, Alexandre Silveira; e de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.
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Em relação à guerra no Oriente Médio, o presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou no domingo a resposta do Irã a uma proposta norte-americana para negociações de paz que visavam encerrar a guerra, afirmando que as exigências de Teerã são “totalmente inaceitáveis”, o que impulsionava os preços do petróleo.
Em Wall Street, o Dow Jones Futuro caía 0,18%, S&P Futuro caía 0,10% e Nasdaq Futuro tinha desvalorização 0,01%.
Dólar, exterior e commodities
O dólar futuro para junho — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — subia 0,19% na B3, aos R$ 4,924.
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam sem direção única, com Kospi, da Coreia do Sul, liderando os ganhos da região, em meio à alta dos preços do petróleo e ao aumento das tensões entre os EUA e o Irã.
Os preços do petróleo dispararam depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou a contraproposta do Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio, prolongando o fechamento do Estreito de Ormuz.
Enquanto isso, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, alertou que o conflito com o Irã “não acabou”, aumentando os temores de que as tensões no Oriente Médio possam se intensificar novamente.
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(Com Reuters)
