
O Distrito Federal ficou abaixo da meta em quase todos os índices do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (5) pelo Ministério da Educação (MEC).
➡️ O Ideb é o principal indicador da qualidade da educação no Brasil. Ele avalia o desempenho dos estudantes em português e matemática, além das taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, gerando uma nota de zero a dez para cada etapa de ensino.
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Nos resultados exclusivos das escolas públicas, o DF não conseguiu atingir a meta esperada em nenhum dos períodos escolares analisados e ficou abaixo da média nacional em todos eles.
Nos anos iniciais do ensino fundamental, a meta para a rede pública distrital era de 6,5, mas a nota alcançada foi 6,0. A média nacional neste recorte foi de 6,1.
Já nos anos finais do ensino fundamental, também nas escolas públicas, a meta era de 5,3, e o DF registrou 4,7. A média do país foi 5,0.
No ensino médio, que soma as redes pública e privada, a situação do Distrito Federal foi ainda pior. A meta estabelecida era de 5,4, porém o índice registrado ficou em 4,1, abaixo da média nacional de 4,5.
O único índice em que o DF conseguiu ficar acima da média nacional foi na soma das notas das escolas públicas e privadas nos anos iniciais do ensino fundamental. A capital obteve nota 6,4, enquanto a média do país foi 6,3.
A Secretaria de Educação do Distrito Federal ainda não se manifestou.
Escola no Distrito Federal.
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Recuperação nacional
A nível nacional, o Ideb 2025 registrou o melhor resultado desde a criação do indicador, em 2005. O ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que o país superou as estimativas de recuperação pós-pandemia.
“Os relatórios internacionais dos organismos internacionais apontavam que o Brasil demoraria de 10 a 13 anos para conseguir voltar aos níveis pré-pandemia. E o que os resultados do Ideb mostram é que, tanto na proficiência quanto no fluxo, a gente conseguiu – em apenas dois ciclos, ou seja, em quatro anos – voltar àquela situação pré-pandemia”, afirmou o ministro.
“Então a recuperação do Brasil, ao contrário de muitos países do mundo, ela foi mais rápida. Isso nos deixou bastante felizes e mostra a resiliência da rede da educação pública brasileira na educação básica”, completou Barchini.
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