Os contratos de minidólar (WDOU26), com vencimento em setembro, encerraram a última sessão (10/08) em alta de 0,45%, aos 5.133 pontos. O dólar à vista subiu acompanhando a alta dos rendimentos dos Treasuries e a valorização do petróleo, em meio à retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã sobre o Estreito de Ormuz. No exterior, os investidores também adotaram cautela antes dos dados de inflação ao consumidor e ao produtor dos EUA. Na B3, o contrato futuro para setembro avançava 0,44%, aos 5.133 pontos.
Para os traders de minidólar, o comportamento dos juros norte-americanos, do petróleo e das negociações entre EUA e Irã permanece no radar. No mercado interno, as atenções se voltam para a ata do Copom e o IPCA de julho, que serão divulgados na terça-feira e poderão recalibrar as expectativas para um novo corte da Selic em setembro.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o minidólar encerrou a última sessão em alta, retomando o fluxo positivo. Apesar do avanço no acumulado do dia, o contrato perdeu força no fim do pregão e terminou abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração indica que a reação compradora ainda precisa de confirmação para ganhar consistência no curtíssimo prazo.
Para dar continuidade à alta nesta terça-feira, considero necessária a entrada de volume comprador capaz de superar a resistência em 5.136/5.145 pontos. Acima dessa faixa, o contrato poderá avançar em direção a 5.166/5.181,5 pontos. Caso o fluxo comprador ganhe intensidade, o alvo mais longo estará na região de 5.187/5.202 pontos.
Em sentido contrário, uma retomada da pressão vendedora dependerá da perda do suporte em 5.132/5.122 pontos. Abaixo desse intervalo, o movimento de baixa poderá ganhar força e conduzir o minidólar a 5.108,5/5.102,5 pontos. Em um recuo mais prolongado, o próximo objetivo estará em 5.087/5.071,5 pontos.
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No gráfico diário, observo que o minidólar voltou a subir na última sessão, interrompendo o fluxo de baixa mais recente. Apesar da reação, o contrato permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que mostra que o movimento comprador ainda precisa superar resistências importantes para alterar de forma mais consistente o cenário técnico.
Para fortalecer a recuperação, acompanho inicialmente o rompimento das resistências em 5.140, 5.187 e 5.255 pontos. A superação desses níveis poderá abrir espaço para uma alta em direção à faixa de 5.303,5/5.377,5 pontos.
Por outro lado, uma retomada do fluxo vendedor dependerá da perda do suporte em 5.087/5.016 pontos. Abaixo dessa região, a pressão de baixa poderá ser intensificada e levar o contrato a 4.946/4.910,5 pontos. O IFR (14) está em 46,27 pontos, permanecendo em zona neutra e sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.
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Dólar futuro (WDOU26): Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o minidólar segue acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração favorece os compradores no curto prazo, mas a continuidade do movimento dependerá da superação das resistências mais próximas.
Para prolongar a alta, será necessária a entrada de fluxo comprador capaz de superar a região de 5.145/5.181,5 pontos. Acima dessa faixa, o contrato encontrará nova resistência em 5.187,5/5.202 pontos. Caso os rompimentos sejam acompanhados por maior volume, o movimento poderá ganhar intensidade e buscar 5.232,5 pontos, seguido do alvo mais longo em 5.255 pontos.
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Para retomar a baixa, o minidólar precisará perder inicialmente o suporte em 5.123/5.102,5 pontos, com atenção adicional ao nível de 5.087 pontos. Abaixo dessas regiões, o fluxo vendedor poderá ganhar força e conduzir o contrato a 5.071/5.016 pontos. Em um movimento mais prolongado, o alvo estará na faixa de 4.988/4.962,5 pontos.
(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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