Em entrevista ao podcast oficial do Palmeiras, divulgado nesta sexta-feira (1º de maio), a presidente Leila Pereira revelou a ideia do clube em sair da Libra, provocou o Flamengo por conta de shows no Maracanã e voltou a comentar sobre falas de Luiz Eduardo Baptista, mandatário rubro-negro.
Ao ser questionada sobre um suposto foco de Bap no Verdão, Leila Pereira disse que o presidente do Flamengo tem uma “alucinação” pelo Alviverde.
“Eu tenho um profundo respeito pela instituição, pelo Flamengo, mas esse presidente do Flamengo tem uma alucinação pelo Palmeiras e pela presidente que é incrível. Em todos os lugares que ele está, está se referindo ao Palmeiras e a minha pessoa. Acho totalmente desnecessário”, disse.
Em seguida, Leila volta a citar as críticas de Bap ao gramado sintético da arena do Palmeiras, mas aponta o que entende como uma incoerência do dirigente do Flamengo.
“Nosso gramado não é plástico, Bap, é sintético, e é um gramado melhor que a grande maioria do futebol brasileiro. Ele dá o exemplo que ‘ah, nas principais ligas não existe gramado sintético, é um absurdo’… mas, nas principais ligas, os direitos de transmissão são distribuídos de uma forma extremamente igualitária”, disse.
A ESPN informou nesta sexta como o Palmeiras havia demonstrado grande insatisfação nos bastidores com relação ao novo acordo da Libra, que faz com que o Flamengo passe a ganhar cerca de R$ 30 milhões a mais.
“Então, quando interessa, temos que seguir a Premier League. Quando não interessa, como direitos de transmissão, aí não pode ser que nem a Premier League, porque o Flamengo é a mistura do Real Madrid, Barcelona e City. Todos juntos é o Flamengo. É um absurdo essa perseguição (ao gramado sintético), e sem comprovação científica nenhuma”, completou.
A presidente do Palmeiras entende que as críticas de Bap, na figura de presidente do Flamengo, ao gramado sintético da arena palmeirense são uma tentativa de “tirar o modelo de negócio” do clube. Em 2025, o Verdão teve R$ 67,2 milhões de receita com arrecadação de jogos no agora antigo Allianz Parque, que passará a ter seu naming rights atrelado ao Nubank.
“Na verdade, o que ele (Bap) quer é tirar o nosso modelo de negócio, que ele sabe qual é, para enfraquecer o Palmeiras. Ele sabe que o Palmeiras é o clube que rivaliza com o Flamengo. Eu gostaria que não fosse só o Palmeiras, que outros clubes tivessem a força do Palmeiras, do Flamengo, que estão nessa posição por mérito”, disse.
“Ele quer jogar sozinho. Quando o Palmeiras sair da Libra, ele pode ficar com aquele papel da Libra sozinho e jogar com o profissional, sub-20, feminino, fica com a liga só dele. É sempre uma reclamação a respeito do Palmeiras. É o sintético, os shows no Allianz Parque”, finalizou.

