O meia-atacante Lucas Moura recebeu alta na manhã desta terça-feira (5), um dia após passar por uma cirurgia para tratar uma ruptura completa do tendão calcâneo da perna direita.

Nas redes sociais, o jogador publicou uma foto deixando o hospital e escreveu um longo texto sobre a grave lesão.

“Talvez eu nunca entenda completamente, mas eu escolho confiar. Tem sido uma das fases mais desafiadoras da minha carreira. Dias de dor, de silêncio, de reflexão…Mas, em meio a tudo isso, uma certeza permanece: DEUS continua sendo DEUS! Sua bondade e sua misericórdia duram para SEMPRE! E eu sei que até aqui tem propósito. E lá na frente tudo isso vai fazer sentido”, diz a publicação.

”Eu vou voltar, e vou voltar ainda mais forte, pode ter certeza disso!”, prometeu Lucas.

A lesão do meia-atacante aconteceu em uma arrancada na partida diante do Bahia. Sofrendo com dores, Lucas relatou a membros do departamento médico que sentina uma “dor insuportável”. O desespero foi ainda maior pelo fato de o camisa 7 não conseguir deixar o gramado caminhando sozinho.

Lucas tem contrato apenas até final do ano com São Paulo. No clube, segundo apurou a ESPN, não há qualquer preocupação em lidar com esse ponto neste momento. A ideia agora é “cuidar do lado humano” do atleta.

Como o vínculo camisa 7 não é de produtividade, ele seguirá recebendo salário normalmente, mesmo sem entrar em campo.

A operação deixará Lucas parado por vários meses, e a tendência é ele não jogar mais em 2026. Como é comum em lesões do tipo, a recuperação pode durar até um ano.

Em entrevista à ESPN, o médico Moises Cohen, responsável pela cirurgia, explicou com detalhes a lesão.

“Estava um clima de tristeza muito grande. Ele, obviamente, desabafou, chorou e tal, e a gente também sofre muito com isso. Mas depois da cirurgia, me pareceu já um pouco mais consciente, um pouco mais convencido da situação. E falando, sim, em voltar no final do ano. Falou que quer voltar para a final, e eu falei, muito bom, mas o São Paulo tem que ganhar muito jogo para chegar na final. Brincando com ele, né”, disse.

“Mas hoje está um clima normal de pós-operatório, ele é um atleta de dedicação absurda, muito, muito dedicado a todas essas coisas. Já tivemos experiências com ele no joelho, costela, e agora a questão do tornozelo. Mas vamos botar fé que as coisas vão encaminhar, porque ele realmente merece”, completou.

Sem cravar uma data para Lucas retornar aos gramados, Cohen explica que o tempo médio de recuperação para esse tipo de lesão é de seis meses. O médico também demonstrou otimismo para com o desempenho que o atacante pode apresentar após seu retorno.

“O Lucas teve uma lesão no tendão calcâneo (da perna direita), com arrancamento junto do osso. Portanto, foi feita a cirurgia de reinserção deste tendão, com reforço que também fizemos. Objetivamente, em relação a tempo, estamos falando em torno de seis meses. Claro que varia de caso para caso, mas seis meses seria o timing para ele voltar aos treinos e, daí para frente, voltar a sua atividade normal”, explicou.

“Recentemente, em 2025, saiu uma publicação exatamente mostrando 16 jogadores com lesões de tendão calcanho submetidos a mesma técnica que usamos hoje. Jogadores profissionais, na Europa. Todos voltaram. Agora, julgar rendimento é uma coisa difícil. Pelo número de gols? De corridas? Mas a expectativa é positiva. Temos vários outros atletas de alto rendimento com esse tipo de lesão, muito comum no vôlei, que voltam a jogar. Mas o nível, se é maior, se é menor, é muito difícil”, completou.

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