Visita do presidente Lula e inauguração das obras de modernização do Aeroporto Internacional de Belém. Foto: Foto: Ricardo Stuckert I PR
Com foco na COP 30, Lula entrega obras que transformam Belém em polo estratégico para turismo, logística e debates climáticos globais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou neste sábado (1º de novembro de 2025) duas grandes obras de infraestrutura em Belém (PA): a modernização do Aeroporto Internacional de Belém (Val-de-Cans) e a requalificação do Terminal Portuário de Outeiro, projeto estratégico para a realização da 30ª edição da Cúpula das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), que ocorrerá na cidade em novembro.
Detalhes das obras e investimentos
Aeroporto
- O aeroporto de Belém recebeu investimento de aproximadamente R$ 450 milhões, administrado pela concessionária Norte da Amazônia Airports (NOA).
- A capacidade de atendimento anual saltou de cerca de 7,7 milhões para 13 milhões de passageiros.
- Entre as melhorias: novos sistemas de climatização, balizamento para navegação noturna, áreas comerciais expandidas, mobiliário com inspiração na cultura amazônica e acessibilidade especializada (incluindo espaço multissensorial para pessoas com TEA).
Terminal Portuário
- O Terminal Portuário de Outeiro, localizado a aproximadamente 30 km do centro de Belém, foi requalificado para receber navios transatlânticos adaptados como hotéis durante a COP 30.
- Investimento de cerca de R$ 233 milhões para a ampliação do píer de 261 m para 716 m, dobrando capacidade, sob responsabilidade da Companhia Docas do Pará (CDP) em parceria com a Itaipu Binacional.
- As intervenções apostam no fortalecimento da matriz de exportação do Estado do Pará e na logística regional da Região Norte.
Motivações e contexto
- A realização da COP 30 em Belém exige uma infraestrutura capaz de receber milhares de delegados, chefes de Estado e visitantes internacionais. O governo federal trata as obras como legado além do evento — para turismo, comércio e economia local.
- A modernização aeroportuária e portuária busca posicionar Belém como um polo de logística internacional, turismo de eventos e hub amazônico para o Brasil.
Benefícios esperados
- Geração de empregos diretos e indiretos durante as obras e no funcionamento pós-evento.
- Ampliação da malha de acessos internacionais e melhoria da experiência do passageiro no aeroporto.
- Oferta inédita de hospedagem – com navios-hotel no porto – aliviando pressão sobre rede hoteleira local durante o evento.
- Impulso ao turismo, uma vez que a cidade se volta para receber visitantes estrangeiros – estimativa de mais de 50 mil turistas internacionais.
- Fortalecimento da economia regional, especialmente da bacia amazônica e do Estado do Pará, via exportações, infraestrutura logística e cadeia de serviços.
Desafios e observações
- A execução das obras precisou respeitar exigências ambientais, logísticas e regulatórias para assegurar que grandes embarcações pudessem atracar sem danos à biodiversidade.
- Será necessário manter e operar a infraestrutura após a COP 30 para que as melhorias não se limitem ao evento. O legado depende de uso contínuo e planejamento de manutenção.
- A integração entre aeroportos, portos, transporte terrestre e serviços de recepção internacional exige coordenação entre União, Estado e municípios.
- A cidade de Belém terá visibilidade global durante o evento — o que impõe pressão para que a logística, segurança e serviços estejam à altura do desafio.
As inaugurações realizadas por Lula marcam o avanço da transformação de Belém para sediar a COP 30 e evidenciam uma aposta do governo federal em infraestrutura, turismo internacional e posicionamento global do Brasil no contexto climático e ambiental. Se bem aproveitadas, as obras do aeroporto e do terminal portuário podem deixar um legado permanente de desenvolvimento para a região Norte — transformando o evento em motor de oportunidades locais.
Se quiser, posso elaborar também uma infografia para publicação, ou preparar bloco de perguntas-e-respostas para leitores esclarecerem dúvidas sobre o evento, infraestrutura e investimentos.





















