O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou em discurso nesta segunda-feira (16) que conflitos ameaçam a provisão de combustíveis, e afirmou que a Bolívia é uma fonte segura de gás. Ele deu a declaração ao lado do presidente boliviano, Rodrigo Paz, que visita o Brasil.
A menção aos conflitos remete à guerra promovida por Estados Unidos e Israel no Irã. O país persa reagiu aos ataques restringido a passagem de navios petroleiros pelo estreito de Hormuz, na costa iraniana.
A medida reduziu a oferta mundial de petróleo e fez os preços aumentarem no mercado internacional. Cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo passam pelo estreito de Hormuz, por onde são escoadas as produções de diversos países do Oriente Médio.
“Há décadas a Petrobras ajuda a construir na Bolívia uma das mais importantes experiências de integração energética da América Latina. Em um contexto internacional marcado por conflitos que ameaçam a provisão segura de combustíveis, a Bolíva permanece como uma fonte segura e mantém a condição de maior fornecedor de gás natural para o Brasil”, declarou o presidente brasileiro.
Lula disse conversou com Paz sobre a possibilidade de ampliar os investimentos a área. Também mencionou a fabricação de fertilizantes, outro produto com suprimento ameaçado pela guerra no Irã.
“Conversamos sobre a possibilidade de ampliar investimentos nessa área e incrementar o volume exportado para o mercado brasileiro. O gasoduto Brasil-Bolívia serviu muito ao crescimento da indústria brasileira e ao setor de hidrocarbonetos boliviano”, disse Lula.
“Hoje, ele [gasoduto] pode ser aproveitado para uma integração mais ampla dos mercados de gás do Cone Sul. Também poderá contribuir para abastecer a fábrica de fertilizantes que o governo boliviano considera instalar em Puerto Quijarro”, declarou o petista.
A jornalistas, Paz reiteoru o compromisso e manifestou a intenção de que a Bolívia se torne um centro de distribuição de energia, a partir de acordos firmados com países como o Brasil.
“Isso é uma grande aposta que o boliviano tem que assumir. Se queremos crescer, precisamos nos associar com aqueles que podem gerar investimento, que têm tecnologia, conhecimento, mas também mercados. O Brasil tem capacidade de investiemento, tem a tecnologia, tem o conhecimento, mas também tem um enorme mercado que não deixa de pedir energia”, disse.
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