Quatro anos após a desilusão de ficar fora do Mundial anterior, Matheus Cunha vive um momento de redenção e realização na Copa do Mundo de 2026. Em sua primeira partida como titular, o atacante do Manchester United marcou dois gols decisivos na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, na Filadélfia. Esse desempenho não apenas garantiu ao Brasil a liderança do Grupo C, mas também concretizou um sonho pessoal para o jogador.
O Número 9 com Versatilidade Tática
Apesar de usar a emblemática camisa 9, historicamente associada aos centroavantes, Matheus Cunha se destaca por um estilo de jogo mais dinâmico. Ele atua menos fixo, movimentando-se para abrir espaços e auxiliar os companheiros. Sua escalação como titular contra o Haiti, em substituição a Igor Thiago – um jogador de maior presença na área –, refletiu a estratégia tática do técnico Carlo Ancelotti para aquele confronto específico. Um momento notável de união foi Igor Thiago sendo o primeiro a abraçar Cunha após seu gol.
A Força da Amizade no Elenco da Seleção
O atacante atribui o ambiente positivo e o sucesso da equipe à genuína camaradagem entre os atletas. “É um grupo de amigos mesmo. A gente se une, torce genuinamente um pelo outro”, declarou Matheus Cunha, enfatizando como essa coesão facilita a superação de desafios e a evolução coletiva. Ele ressalta que essa união, em meio a uma competitividade intensa, “quebra paradigmas” e promove o crescimento conjunto.
Brasil Rumo à Classificação e Análise Tática
Com a liderança do Grupo C (quatro pontos, à frente de Marrocos pelo saldo de gols), a seleção brasileira enfrentará a Escócia na próxima quinta-feira (24), às 19h (horário de Brasília), em Miami. Um empate é suficiente para garantir a classificação à segunda fase. Matheus Cunha pondera que, embora satisfeito com o desempenho, há pontos a serem aprimorados, e destaca a importância de “saber sofrer” em jogos difíceis, referindo-se aos confrontos apertados do Haiti e da Escócia na fase de grupos.
A Flexibilidade Estratégica de Carlo Ancelotti
Apesar da atuação de destaque, Carlo Ancelotti não confirmou Matheus Cunha como titular para o próximo compromisso. O treinador explicou que a escolha do jogador contra o Haiti foi uma decisão tática pensada para criar problemas específicos na defesa adversária. Ancelotti valoriza a flexibilidade estratégica, afirmando que a identidade da equipe pode ser moldada a cada partida, adaptando-se aos desafios que cada oponente impõe.


