Em entrevista à ESPN, o médico Moises Cohen explicou com detalhes a lesão sofrida por Lucas Moura, atacante do São Paulo, contou bastidores do pós-operatório e analisou a previsão de retorno do jogador de 33 anos.

Lucas passou por cirurgia nesta segunda-feira (4), realizada no Einstein Hospital Israelita, na capital paulista, pela equipe médica de Cohen. Depois de observar um “clima de tristeza” na chegada do jogador, Dr. Moises relatou a vontade do camisa 7 em voltar a jogar.

“Estava um clima de tristeza muito grande. Ele, obviamente, desabafou, chorou e tal, e a gente também sofre muito com isso. Mas depois da cirurgia, me pareceu já um pouco mais consciente, um pouco mais convencido da situação. E falando, sim, em voltar no final do ano. Falou que quer voltar para a final, e eu falei, muito bom, mas o São Paulo tem que ganhar muito jogo para chegar na final. Brincando com ele, né”, disse.

“Mas hoje está um clima normal de pós-operatório, ele é um atleta de dedicação absurda, muito, muito dedicado a todas essas coisas. Já tivemos experiências com ele no joelho, costela, e agora a questão do tornozelo. Mas vamos botar fé que as coisas vão encaminhar, porque ele realmente merece”, completou.

Sem cravar uma data para Lucas retornar aos gramados, Cohen explica que o tempo médio de recuperação para esse tipo de lesão é de seis meses. O médico também demonstrou otimismo para com o desempenho que o atacante pode apresentar após seu retorno.

“O Lucas teve uma lesão no tendão calcâneo (da perna direita), com arrancamento junto do osso. Portanto, foi feita a cirurgia de reinserção deste tendão, com reforço que também fizemos. Objetivamente, em relação a tempo, estamos falando em torno de seis meses. Claro que varia de caso para caso, mas seis meses seria o timing para ele voltar aos treinos e, daí para frente, voltar a sua atividade normal”, explicou.

“Recentemente, em 2025, saiu uma publicação exatamente mostrando 16 jogadores com lesões de tendão calcanho submetidos a mesma técnica que usamos hoje. Jogadores profissionais, na Europa. Todos voltaram. Agora, julgar rendimento é uma coisa difícil. Pelo número de gols? De corridas? Mas a expectativa é positiva. Temos vários outros atletas de alto rendimento com esse tipo de lesão, muito comum no vôlei, que voltam a jogar. Mas o nível, se é maior, se é menor, é muito difícil”, completou.

Na atual temporada, Lucas já havia perdido 45 dias por conta de uma fratura nas costelas, sofrida em 18 de março. O camisa 7 atuou cerca de 20 minutos contra o Bahia, no último final de semana, e foi ao chão durante jogada individual.

“Essas lesões por arrancamento são relacionados ao movimento de explosão. O Lucas tenta arrancar, o músculo contraí, mas o tendão não acompanha. Nisso ele é arrancado do osso, que já tinha uma predisposição ao longo dos anos, já tinha a formação dessa saliência (óssea que indica processos inflamatórios)”, explicou Cohen.

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