A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou uma nota nesta sexta-feira, 11, queixando-se da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), da última quinta-feira, 10, que não atendeu a um pedido feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro em relação à visita de familiares.
Na solicitação, a defesa pediu que parentes pudessem permanecer na residência durante eventuais ausências de Michelle. A assessoria da ex-primeira-dama afirmou que o ministro autorizou apenas visitas de duas horas, às quartas-feiras e aos sábados, mantendo, na avaliação de Michelle, as restrições que dificultam sua participação em atos de campanha ao Senado pelo Distrito Federal. Pesquisa Datafolha desta sexta, 11, mostra que ela lidera as intenções de voto para o posto.
Segundo a nota, os advogados de Jair Bolsonaro protocolaram a petição da permanência dos familiares em 31 de agosto. O pedido era para que os sogros ou as cunhadas do ex-presidente — pai, madrasta e irmãs de Michelle — pudessem permanecer na residência durante o período em que ela precisasse se ausentar. A defesa pretendia garantir a presença de um familiar com Bolsonaro — que cumpre prisão domiciliar e enfrenta problemas de saúde –, enquanto Michelle estivesse fora de casa.
A assessoria da ex-primeira-dama afirma que a solicitação não tinha como objetivo obter “autorização para visitas”. A intenção, segundo a nota, era permitir a permanência dos parentes na residência durante as ausências de Michelle, independentemente do motivo.
A nota cita um episódio no qual Michelle passou mal, em agosto deste ano, precisado ser internada. Segundo o comunicado, ela teve de aguardar autorização judicial para que uma irmã pudesse permanecer na residência e cuidar de Bolsonaro enquanto ela estivesse no hospital.
A assessoria também contesta informações que estariam circulando sobre o teor da decisão. A equipe de Michelle afirma que houve uma diferença entre o que a defesa solicitou — a permanência dos familiares na casa durante as ausências da ex-primeira-dama — e o que foi autorizado por Moraes — visitas limitadas a duas horas em dois dias da semana.
‘Exército Rosa’
Na última quarta, 9, Michelle anunciou mais uma força-tarefa para ajudar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República — auxílio que se dá junto a uma fatia valiosa do eleitorado. Michelle, que em junho deixou o comando do PL Mulher após três anos de atuação para se dedicar aos cuidados de Jair Bolsonaro, convocou as presidentes estaduais da ala feminina da legenda para apoiarem a eleição do primogênito do ex-presidente.
Batizado de “Exército Rosa”, o eleitorado feminino é o foco dessa frente de atuação. “Nós preparamos o PL Mulher para a hora da grande mudança, e essa hora chegou. O nosso Exército Rosa, a força de transformação do Brasil, vai agir e ninguém vai nos parar”, diz a ex-primeira-dama no início da gravação.
Ela prossegue afirmando que Bolsonaro está preso e que, por isso, está cuidando dele, e conta com a ajuda das aliadas. “Mas Deus colocou vocês ao nosso lado e nós contamos com a sua ajuda para mudarmos a realidade do nosso país”, prosseguiu, completando que convoca “todas as mulheres de bem” do país para apoiar Flávio para presidente do Brasil.


