O senador bolsonarista Marcio Bittar (PL-AC) diz que não tem nada para falar com o ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, mas não é mal-educado a ponto de não recebê-lo, caso ele apareça no gabinete.
Bittar é um dos únicos senadores com quem Messias ainda não conversou desde que foi escolhido por Lula (PT) para o STF (Supremo Tribunal Federal), seis meses atrás. O périplo pelos 81 gabinetes do Senado é comum porque cabe à Casa sabatinar e aprovar, em votação secreta, as autoridades indicadas pelo presidente.
Como mostrou o Painel, na semana passada Messias conseguiu riscar da lista dois senadores que resistiam a recebê-lo: Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice presidente da República de Jair Bolsonaro (PL), e Eduardo Girão (Novo-CE).
“Não tenho nada pra falar com ele, mas não sou mal-educado. Se estiver no gabinete e ele for, não vou deixar de atender”, diz Bittar, acrescentando que sempre deixou claro que não votaria a favor de Messias e que o ministro tampouco pediu uma agenda com ele diretamente.
Messias será sabatinado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado no próximo dia 28. A expectativa é de que o nome dele seja colocado em votação no plenário no mesmo dia. O ministro precisa de ao menos 41 dos 80 votos (o presidente da sessão só pode votar em caso de empate).
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