O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), declinou de ao menos cinco convites para eventos internacionais desde abril com o propósito de ajudar o seu vice, o coronel Ricardo Mello Araújo (PL), a concorrer às eleições deste ano.

Pela legislação, o vice ficará inelegível caso assuma a prefeitura a seis meses das eleições, agendadas para outubro.

O prefeito já avisou à sua equipe que não deixará o país até o final do pleito.

Até o momento, o prefeito não aceitou convites para eventos e congressos sobre temas como segurança, longevidade e mudanças climáticas no Reino Unido (junho e setembro), Espanha (maio e junho) e Estados Unidos (setembro).

Na prefeitura, a expectativa é que Araújo seja lançado ao Senado. A relação entre Nunes e seu vice é instável, e aliados do prefeito torcem por uma candidatura.

Araújo conta também com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

No entanto, como o Painel mostrou, o presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), André do Prado (PL), contou com articulação do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, para chegar a um acordo com Eduardo Bolsonaro. Prado deverá ser anunciado como candidato até maio.

Entusiastas da candidatura de Araújo também cultivam a esperança de Guilherme Derrite (PP) desistir de concorrer ao Senado, priorizando, assim, a sua reeleição como deputado. Neste caso, Araújo disputaria a segunda vaga entre os candidatos da direita.

Ao Painel, Araújo afirmou que sua única motivação para deixar a prefeitura é concorrer ao Senado.


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