A Organização Internacional para as Migrações (OIM) revelou que 7.667 pessoas morreram ou desapareceram em rotas migratórias perigosas no ano passado, incluindo o Mediterrâneo e o Chifre da África. A OIM alerta que o número real de vítimas é provavelmente muito superior, uma vez que cortes no financiamento afetaram tanto o acesso humanitário quanto a capacidade de rastreamento de mortes.
Crescimento de Rotas Perigosas e Desafios de Financiamento
A redução das vias legais para a migração tem impulsionado mais indivíduos para as mãos de contrabandistas. Regiões como Europa e Estados Unidos intensificam a fiscalização e investem em medidas de dissuasão. Paralelamente, a OIM, sediada em Genebra, está entre as organizações humanitárias afetadas por grandes cortes de financiamento dos EUA, resultando na redução ou encerramento de programas essenciais e impactando gravemente os migrantes.
Apelo da OIM por Ações Urgentes
Amy Pope, diretora-geral da OIM, classificou a contínua perda de vidas em rotas migratórias como uma 'falha global inaceitável'. Ela enfatiza que essas mortes são evitáveis e que a ausência de vias seguras obriga as pessoas a jornadas perigosas, tornando-as vulneráveis a traficantes. A OIM urge pela expansão de rotas seguras e regulares para garantir a proteção dos necessitados, independentemente de seu status.
Cenário Global: Rotas Letais e Estatísticas Regionais
Embora as mortes registradas em rotas migratórias tenham caído para 7.667 no ano mais recente reportado, em comparação com 9.200 no período anterior, e menos pessoas tenham tentado viagens irregulares perigosas — particularmente nas Américas —, a OIM atribui esse declínio também à dificuldade crescente de acesso a informações e à carência de financiamento para o rastreamento.
Perigos nas Rotas Marítimas e Terrestres
As travessias marítimas permanecem entre as mais letais. Pelo menos 2.108 pessoas morreram ou desapareceram no Mediterrâneo e 1.047 na rota atlântica para as Ilhas Canárias.
Na Ásia, aproximadamente 3.000 mortes de migrantes foram registradas, com mais da metade envolvendo afegãos. Um aumento acentuado foi observado no Chifre da África, onde 922 pessoas faleceram ao cruzar do Iêmen para os Estados do Golfo, sendo a maioria etíopes, muitos em naufrágios em massa.



















