Paula Cohen: O nosso diretor Pedro Granato já é meu parceiro há muitos anos, e eu sabia que íamos investigar essa linguagem sempre amparados na verdade. É uma característica do teatro que ele faz e que vai muito de encontro ao teatro que eu faço e acredito. Com a verdade podemos tudo, damos tridimensionalidade, aterramos, temos a escuta como uma premissa fundamental. Ali, tudo o que acontece em cena é extremamente vivo, vivido, somos, não fazemos, buscamos ser. O teatro, para mim, é isso: um texto excelente que parece que está sendo inventado naquele instante por aqueles atores que estão ali. Atores, texto, contracena, presença, é sobre isso.




