O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, condenou veementemente os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã neste sábado (28). O Itamaraty expressou grave preocupação com a escalada da situação, ressaltando que as ações militares ocorreram em um momento crucial de negociações diplomáticas entre as partes envolvidas.
A diplomacia brasileira reafirmou que o diálogo e a negociação constituem o único caminho viável para a busca da paz, uma postura tradicionalmente defendida pelo país em conflitos regionais. A nota oficial do Brasil apelou a todos os atores para que respeitem integralmente o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, com o objetivo de prevenir uma maior escalada das hostilidades e garantir a proteção de civis e infraestruturas essenciais.
Acompanhamento da Comunidade Brasileira na Região
O Brasil mantém um monitoramento constante da situação para assegurar a segurança de seus cidadãos. O embaixador brasileiro em Teerã, André Veras Guimarães, está em contato direto com a comunidade local, fornecendo atualizações e orientações de segurança. As demais embaixadas brasileiras nos países da região também acompanham de perto os desdobramentos, com foco nas necessidades das comunidades brasileiras afetadas.
O Itamaraty aconselhou os brasileiros que residem ou se encontram na região a permanecerem vigilantes e a seguirem as orientações de segurança emitidas pelas autoridades locais.
Contexto dos Ataques e Tensões Bilaterais
Os ataques deste sábado incluíram uma ação de Israel contra o Irã, que levou à declaração de estado de emergência "especial e imediato" em território israelense, conforme noticiado pela agência Reuters. Paralelamente, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia confirmado "grandes operações de combate" no Irã, justificando-as como medidas para defender o povo americano e eliminar ameaças do regime iraniano.
Esses incidentes ocorrem dias após a retomada, na quinta-feira (26), das negociações entre Irã e Estados Unidos. O objetivo era encontrar uma solução diplomática para a antiga disputa em torno do programa nuclear iraniano, que EUA, Israel e outras nações ocidentais alegam visar à produção de armas atômicas – acusação que Teerã consistentemente nega.



