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“Acho que a CBF, nosso presidente Ednaldo está muito atento a isso, é um grande lutador nesse combate. Temos que tomar medidas firmes com relação à Conmebol. Vou lançar uma ideia, uma reflexão para nós: já que não consegue coibir esse tipo de crime e tratar os brasileiros com o tamanho que os clubes brasileiros representam por que não pensar em filiarmos à Concacaf? Só assim vão respeitar o futebol brasileiro. O futebol brasileiro não está sendo respeitado pela Conmebol. É algo a se pensar. tenho uma reunião quarta na CBF e vou conversar com os clubes que estarão lá e com o presidente Ednaldo. É uma semente para se plantar. Se não somos respeitados aqui pelo órgão que controla o futebol dá América do Sul por que não irmos à Concacaf? Com certeza, financeiramente, para todos os clubes seria muito melhor. Poderíamos pensar muito seriamente nessa ideia”, sugeriu Leila.
Leila Pereira também falou sobre o contato que teve com o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, após o caso. Em entrevista coletiva concedida na sexta-feira, ela revelou que não havia sido atendida por ele. Contudo, após a exposição do caso, recebeu retorno do dirigente, que prometeu medidas rígidas, o que não foi cumprido, na visão de Leila.
“Quando aconteceu o fato, liguei, mas não consegui falar, depois que dei a entrevista que todos viram, ele me ligou dizendo que seria muito rígida nas penalidades, mas pelo que vi, não foi. para essa penalidade, não tenho duvida que é um estímulo para que aconteça novos casos de racismos. Não tenho dúvidas que a solidariedade que temos com os clubes brasileiros, a maioria já sofre com isso em torneios da Conmebol. Isso não vai ficar assim, vamos tomar medidas muito sérias contra a Conmebol. Temos que ter medidas firmes, não notinhas”, finalizou a presidente do Verdão.
Na última quinta-feira, no Estádio Gunther Vogel, no Paraguai, Figueiredo e Luighi sofreram ofensas racistas de torcedores do Cerro Porteño, em partida da Libertadores sub-20. Na oportunidade, o torcedor imitou um macaco em direção aos atletas, e Luighi ainda recebeu cusparadas. Ele deixou o campo chorando e após a partida revoltou-se em forte entrevista questionando a Conmebol por punição.





















