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Procurador-Geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, em entrevista coletiva
Reprodução/TV Globo
O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antônio José Campos Moreira, afirmou nesta quinta-feira (14) que considera “absolutamente indispensável” o remanejamento dos policiais militares do 39º BPM (Belford Roxo), incluindo a troca do comando da unidade.
A declaração foi dada após a prisão de mais 10 PMs na terceira fase da Operação Patrinus, que investiga um esquema de cobrança de propina de comerciantes e milicianos na Baixada Fluminense.
Em julho, uma ação do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) terminou com a prisão de 11 policiais militares na região.
“Esse remanejamento é uma questão interna da polícia. Mas eu acredito que esse remanejamento, a partir do comando, é algo absolutamente indispensável. Em menos de um mês foram duas diligências com mais de 20 policiais presos revelando uma contaminação daquela unidade policial”, disse Antônio.
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O coordenador do GAESP, Fábio Corrêa, disse que foi possível identificar dois setores dos quais participavam os denunciados: Alfa e Bravo.
“Havia uma divisão territorial, onde um grupo não poderia invadir a área de atuação do outro grupo”, disse o promotor. Segundo ele, é possível dizer que havia uma prática sistêmica de corrupção dentro do 39º BPM:
“Havia uma lógica de que, se alguém novo entrasse, já entrasse ciente dessa dinâmica”, pontuou.
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