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A movimentação do Ministério do Esporte ocorre após a grande repercussão do caso envolvendo Luighi, atacante do Palmeiras, que foi vítima de racistas por parte de torcedores do Cerro Porteño durante partida da Libertadores Sub-20.
A Conmebol puniu o clube paraguaio com multa de US$ 50 mil (cerca de R$ 290 mil) e a obrigação de atuar sem publicação no restante da competição. O Palmeiras e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) classificaram a punição como branda e defenderam medidas mais severas.
Proposta pode ser efetiva no combate no racismo?
Para o advogado Fernando Monfardini, especialista em Compliance, a medida é uma boa sinalização do Estado quanto ao combate ao racismo e à discriminação. Contudo, ele entende que a proposta pouco impactaria o futebol, esporte mais popular do País.
“Acredito que ajuda, é uma boa sinalização do Estado quanto à intolerância desta prática nefasta e cruel. Porém, no futebol só há uso de Lei de Incentivo ao Esporte em alguns clubes, sendo que a CBF não recebe recurso público. Assim, o maior esporte não seria diretamente impactado pela medida”, analisa.
“O Estado precisa endurecer com o combate ao racismo num todo, inclusive dentro de suas próprias esferas, eliminando as práticas históricas que fazem a desigualdade e discriminação persistirem. E o futebol, o esporte mais praticado no País, precisa tomar medidas concretas de combate ao racismo, que superem notas de repúdio e consequências brandas aos responsáveis. Precisamos da CBF e Conmebol liderando esse movimento de combate ao preconceito e promoção ao respeito, inclusão e integridade”, acrescenta o advogado.
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