O deputado federal cassado Alexandre Ramagem (PL-RJ) prestou depoimento ao STF (Supremo Tribunal Federal) na quinta-feira (5), após o ministro Alexandre de Moraes reabrir, em dezembro de 2025, o processo que pode aumentar a pena do ex-parlamentar.
O interrogatório do diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) durante o governo Jair Bolsonaro (PL) foi realizado por videoconferência, das 9h05 às 9h56, de acordo com ata divulgada pelo Supremo nesta sexta (6).
A audiência foi conduzida por uma juíza auxiliar do gabinete de Moraes, relator da trama golpista na corte. Ramagem estava acompanhado por seu advogado, Paulo Cintra. Segundo a ata, o ex-deputado respondeu a perguntas da juíza auxiliar, mas também optou por ficar em silêncio em determinados momentos.
O documento também afirma que o advogado pediu a desistência da oitiva das testemunhas apresentadas pela defesa. O procedimento havia sido determinado por Moraes ao reabrir o processo.
Ramagem é considerado foragido da Justiça brasileira, após ter fugido do Brasil e ir para os Estados Unidos no ano passado. Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o ex-diretor da Abin saiu de forma clandestina do Brasil pela fronteira com a Guiana.
O julgamento de alguns dos crimes da trama golpista ocorridos após a diplomação de Ramagem havia sido suspenso pela Câmara enquanto ele ainda era deputado federal.
Trata-se dos tipos penais ligados ao 8 de Janeiro: dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado.
Em dezembro, a Mesa Diretora da Câmara cassou Ramagem, o que abriu caminho para a decisão de Moraes de reabrir o processo contra ele. O ex-parlamentar foi condenado pelo STF à perda de mandato e a 16 anos e um mês de prisão por participar de tentativa de golpe de Estado.
A Câmara dos Deputados também cancelou os passaportes diplomáticos de Ramagem e do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que assim como o ex-diretor da Abin teve seu mandato cassado e está nos Estados Unidos.
O cancelamento dos passaportes não afeta de maneira imediata a permanência dos dois nos EUA, segundo fontes diplomáticas do governo americano. Esse direito é concedido, geralmente com prazo definido, no momento da entrada do cidadão de outro país em território dos Estados Unidos.
O governo do Brasil pede a extradição de Ramagem. A solicitação já foi encaminhada pelo Ministério da Justiça ao Itamaraty, a pedido de Moraes.
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