Mas criticadíssimo, acima do tom muitas vezes. A gota d’água foi quando seu rosto apareceu em imagens com orelhas de burro.
Ao pedir demissão, contra a vontade de seu elenco e contra a decisão do grupo City, agradeceu pelo privilégio de dirigir um clube gigantesco como o Bahia, mas lamentou os exageros: “No futebol, somos passíveis a elogios e a críticas, o que é normal, faz parte do jogo. O que não admito é faltar com o respeito com o ser humano. Infelizmente, tivemos que montar o elenco com as competições em andamento, mais de 20 reforços chegaram durante a temporada, e não é do dia para o outro que um grande time se forma.”
A lembrança da maneira como Paiva deixou o Bahia indica que ele precisará de duas coisas: 1. respeito pelo tempo de trabalho; 2. respeito da torcida por um ser humano que estará na função de técnico.
Ao deixar o Botafogo, em 2023, Luís Castro se lembrou da felicidade após vitórias consecutivas e de não poder sair às ruas, quando o Botafogo passava quatro partidas sem vitórias.
Nenhum treinador é burro. Renato Paiva agradecerá pelo privilégio de dirigir o Botafogo. E não levará todos os desaforos para casa, sem reagir.
Também não jogará medalha de prata fora, porque sabe que o esporte admite vencer, empatar ou perder.



















