O caso da policial militar Gisele Alves Santana, encontrada morta com um tiro na cabeça em fevereiro, ganha novos contornos após o depoimento de seu ex-companheiro. Ele prestou esclarecimentos à Polícia Civil, contestando a versão de suicídio inicialmente reportada, afirmando que Gisele não apresentava tendências suicidas.
Detalhes do Depoimento
O advogado da família da vítima, José Miguel da Silva Junior, revelou que o ex-marido de Gisele descreveu a policial como alguém que buscava a separação e moradia própria. Segundo ele, Gisele desejava alugar uma casa ou retornar à residência dos pais, e nunca agrediu o ex-marido. O depoente também mencionou que a filha do casal tinha receio de ficar na companhia do então marido da PM, o tenente-coronel Geraldo Leite Neto, que estava no local e notificou as autoridades sobre a morte em 18 de fevereiro, alegando suicídio.
Laudos Médicos Legais Revelam Lesões
Os laudos necroscópicos do Instituto Médico Legal (IML) trouxeram à tona informações cruciais. Foi constatada a presença de lesões contundentes na face e na região cervical de Gisele, características de pressão digital e escoriação compatível com marcas de unha. Essas descobertas foram confirmadas no último laudo, datado de 7 de março, emitido após a exumação do corpo. É relevante notar que o primeiro laudo, de 19 de fevereiro, um dia após o falecimento, já havia feito menção a lesões na face e no pescoço.
