O estado do Rio de Janeiro enfrenta um cenário desafiador com mais de <b>510 mil imóveis sem energia elétrica</b>, consequência direta do vendaval que atingiu a região na última quarta-feira (29). Com ventos que superaram os 100 quilômetros por hora na capital fluminense, a tempestade causou estragos significativos. A concessionária Light reportou que a queda de 44 árvores sobre a rede elétrica deixou 370 mil clientes sem abastecimento.
Impactos Diretos e Tragédias no Estado
Além da interrupção no fornecimento de energia, o vendaval provocou cinco desabamentos em todo o estado. Na Zona Sul da cidade do Rio, um muro que cedeu resultou em duas mortes, conforme nota da Secretaria Estadual de Defesa Civil. Bombeiros foram mobilizados para resgatar 31 pessoas. A estação meteorológica do Galeão registrou ventos de até 105 km/h. Equipes de busca também atuam para localizar uma pessoa desaparecida na localidade de Mambucaba, em Angra dos Reis.
As áreas mais castigadas pela falta de luz incluem Campo Grande, Bangu, Anchieta, Tijuca, Catumbi, Jacarepaguá, Santa Cruz e Recreio dos Bandeirantes, na capital. A Light assegura que suas equipes estão em força máxima para restabelecer o serviço com a maior brevidade possível.
Desafios para Concessionárias e Infraestrutura
A concessionária Enel informou que 142 mil imóveis permaneciam sem energia na manhã subsequente ao evento. Na região sul do estado, especialmente em Paraty, Angra dos Reis e Mangaratiba, dezenas de árvores caíram sobre vias, danificando a rede elétrica e dificultando o acesso das equipes de reparo. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) registrou desligamentos na rede de distribuição e transmissão, que foram totalmente normalizados poucas horas depois, diferentemente dos problemas na rede de distribuição local.
Os fortes ventos também afetaram gravemente o sistema de transporte. Aeroportos como Santos Dumont e Internacional Tom Jobim (Galeão), o metrô carioca e os trens do Grande Rio tiveram suas operações impactadas. A TrensRJ, operadora ferroviária metropolitana, reportou interrupções em trechos do ramal Japeri e a necessidade de substituição de composições no ramal Saracuruna, evidenciando a amplitude dos danos causados pelo fenômeno climático.


