Os jardins do Museu da República, na zona sul do Rio de Janeiro, serão o local da nova unidade do Museu do Folclore Edison Carneiro. Um acordo foi assinado entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que administra o Museu do Folclore, e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), responsável pelo Museu da República. Esta iniciativa visa expandir a instituição dedicada à cultura popular e aos artesãos do país, com o anúncio ocorrendo paralelamente à inauguração de um mural em homenagem ao folclorista Edison Carneiro no Catete.
Expansão e Estrutura do Novo Prédio
A nova unidade, adjacente ao Museu do Folclore, será erguida em uma pequena área dos jardins do Museu da República. O prédio foi projetado para abrigar obras da cultura popular, registrar saberes e modos de fazer, e integrar unidades do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP). Incluirá uma reserva técnica, ampliará a área de pesquisa e oferecerá um programa educativo com auditório e espaços para recepções.
O presidente do Iphan, Leandro Grass, informou que o investimento previsto está entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões, provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Este montante contempla a reforma da sede e das unidades do CNFCP. A conclusão da licitação para o projeto executivo está prevista para este ano, sinalizando a ampliação do museu e de sua reserva técnica para acesso público e de pesquisadores.
Valorização do Acervo e Identidade Cultural
O novo espaço atende a uma demanda de 20 anos, conforme destacou Rafael Barros, diretor do CNFCP. A reserva técnica atual possui mais de 20 mil objetos, configurando a maior coleção de cultura popular do Brasil, mas carece de condições técnicas adequadas para guarda e conservação.
Metas de Acessibilidade e Preservação
Com a obra, espera-se triplicar a área da reserva, ampliando as possibilidades de visitas e pesquisas. A visão é incorporar paredes de vidro, permitindo que o público, moradores e turistas, visualizem o acervo e se conectem às suas origens. Barros enfatiza que a cultura popular é o fundamento da identidade nacional, constituindo a singularidade e diversidade do país.
A presidenta do Ibram, Fernanda Castro, corroborou a importância da iniciativa, ressaltando a valorização do patrimônio brasileiro. Para ela, um espaço adequado para a reserva técnica do CNFCP significa preservar a memória das manifestações culturais populares, que devem orientar as políticas públicas. O CNFCP, fundado no final da década de 1950, está vinculado ao Iphan e oferece exposições, área de pesquisa e loja na Rua do Catete, 179.

