O Departamento do Tesouro dos EUA chegou a enviar ao Ministério da Fazenda brasileiro um link do aplicativo Zoom para a conversa que ocorreria na próxima quarta-feira (13) entre o secretário Scott Bessent e o ministro Fernando Haddad. O tema seriam as sanções comerciais ao Brasil.
Nesta segunda (11), Haddad atribuiu a elementos da extrema-direita brasileira o cancelamento da agenda.
A comunicação foi transmitida por email pelo gabinete de Bessent na última terça-feira (5), no final da tarde, à assessoria de Haddad. As negociações entre as duas partes haviam começado na véspera.
Menos de 16 horas depois, na manhã de quarta-feira (6), houve o cancelamento abrupto da conversa, sem maiores explicações. A justificativa foi apenas de que Bessent não conseguiria mais acomodar o contato com Haddad em sua agenda.
A sequência de fatos reforça a suspeita na Fazenda de que o secretário americano mudou de atitude por influência do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos EUA.
Na manhã de quarta (6), pouco antes, portanto, do cancelamento, Eduardo deu uma entrevista à colunista Bela Megale, do jornal O Globo, em que afirmou que trabalhava junto à Casa Branca para que os EUA aumentassem as sanções ao Brasil.
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