O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos anunciou, em 1º de junho, uma proposta de tarifa adicional de 25% sobre exportações brasileiras — movimento que reacende o debate protecionista e coloca o Brasil na mira da guerra comercial global. A medida pressiona setores exportadores e exige atenção dos investidores com exposição ao câmbio e a empresas voltadas ao mercado externo.

O impacto macroeconômico agregado, no entanto, deve ser limitado. Os EUA respondem por apenas 10,8% das exportações brasileiras, e o país já vinha redirecionando volumes para outros destinos — o que levou as exportações totais a um recorde no ano passado. O mercado acompanha de perto possíveis desdobramentos setoriais.

Bolsa brasileira em “pessimismo extremo” — e isso pode ser oportunidade

Maio foi mais um mês difícil para o Ibovespa (IBOV), que caiu cerca de 9% e se descolou negativamente dos demais mercados emergentes. O cenário de juros altos, pressão fiscal e incertezas externas pesou sobre o humor dos investidores — mas é justamente aí que o sinal técnico começa a virar.

Oportunidade com segurança!

O indicador proprietário de sentimento de mercado da XP voltou à zona de “pessimismo extremo”, historicamente associada a pontos de entrada favoráveis na Bolsa. Somado a isso, um eventual avanço nas negociações de paz no Oriente Médio pode reduzir a aversão global ao risco e beneficiar ativos emergentes. Para quem tem horizonte de longo prazo, o momento pode ser de acumulação.

Selic deve parar em 14%: inflação deteriora e cortes ficam mais escassos

O cenário macroeconômico piorou. A XP revisou suas projeções e agora prevê apenas dois cortes de 0,25 ponto percentual na taxa Selic — levando os juros a 14,00% —, seguidos de uma pausa para avaliação. A deterioração das perspectivas de inflação, pressionada tanto pelo lado da oferta quanto da demanda, tirou espaço de manobra do Banco Central.

Globalmente, o ambiente também ficou mais adverso para os bancos centrais. Exportadores de commodities como o Brasil têm posição relativa melhor, mas não escapam ilesos da pressão inflacionária. Uma retomada do ciclo de flexibilização monetária só deve ocorrer em 2027 — e apenas se a política fiscal se tornar menos expansionista.

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Carteiras recomendadas XP para junho: onde alocar agora

Com a virada de mês, os times de Research e Alocação da XP atualizaram suas carteiras recomendadas para junho, cobrindo ações, renda fixa e fundos imobiliários (FIIs). A seleção leva em conta o momento atual dos mercados — juros ainda altos, Bolsa pressionada e maior seletividade nos ativos de risco.

A atualização contempla diferentes perfis de investidor e classes de ativos, com orientações sobre como reposicionar o portfólio diante do cenário macro revisado. Para quem busca consistência em meio à volatilidade, as carteiras funcionam como ponto de partida para uma alocação mais estruturada.

Data centers viram novo motor de demanda para armazenamento de energia

Os sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) já são peça central da transição energética — mas a próxima onda de crescimento pode vir de um lugar inesperado: os data centers. Com a explosão do consumo energético impulsionado pela inteligência artificial, esses complexos tecnológicos emergem como um novo e relevante vetor de demanda para o setor.

O movimento abre oportunidades tanto para empresas de infraestrutura energética quanto para o segmento de ESG no mercado de capitais. O relatório da XP, baseado em webinar da S&P Global, destaca os principais pontos de atenção para investidores que querem se posicionar nessa tendência estrutural.

CDI não é mais o “ativo sem risco”: estudo questiona premissa histórica

Por décadas, o CDI foi tratado como o porto seguro natural do investidor brasileiro — a referência óbvia para quem buscava segurança e liquidez. Um novo estudo da XP revisita essa premissa com evidências brasileiras e americanas e aponta que, quando o objetivo é preservar o poder de compra no longo prazo, a leitura muda consideravelmente.

O trabalho questiona se atrelar toda a reserva ao CDI é de fato a estratégia mais eficiente — e abre espaço para repensar a composição da carteira de proteção, especialmente em cenários de inflação persistente como o atual.

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Tesouro Reserva, CDB, fundo DI ou poupança: qual rende mais para sua reserva?

Na hora de escolher onde guardar a reserva de emergência, a confusão entre percentuais e rentabilidades reais leva muitos investidores a deixar o dinheiro parado na opção mais fácil — nem sempre a mais eficiente. O Tesouro Reserva ganhou destaque recente, mas como ele se compara na prática ao CDB, ao fundo DI e à poupança?

A XP detalha as diferenças reais de rendimento entre cada alternativa, considerando liquidez, tributação e o impacto no bolso do investidor. Para quem ainda não revisou onde está guardada a sua reserva, o momento é oportuno — especialmente com a Selic estacionando em patamar elevado.

Copa 2026: modelo quantitativo aponta o favorito — e o impacto nas ações

Com a Copa do Mundo de 2026 se aproximando, a XP preparou um material temático que vai além do campo: um modelo quantitativo foi desenvolvido para identificar o provável campeão do torneio, cruzando dados históricos e estatísticas de desempenho das seleções.

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Mas o relatório também mira o investidor. A análise avalia o impacto potencial do torneio sobre ações globais e dois setores da cobertura da XP: Varejo e Alimentos & Bebidas — segmentos historicamente sensíveis ao calendário esportivo. Para quem quer unir paixão pelo futebol e visão de mercado, vale a leitura.


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