Sobre sua experiência fotográfica no Brasil, Zanele Muholi afirma que percebeu como as pessoas trans se expressam de maneira distinta em relação ao seu país. “É diferente ver as pessoas trans amando”, explica. Ser LGBTQ+ na África do Sul e em grande parte do continente africano ainda significa enfrentar uma violência constante, tanto física quanto psicológica. Em muitos países africanos, as pessoas da comunidade enfrentam leis opressivas, discriminação social e uma falta de proteção legal, o que cria um ambiente de constante medo. As expressões de identidade de gênero e sexualidade são muitas vezes reprimidas, e quem ousa desafiar essas normas corre o risco de sofrer violência brutal.

